Quem já preparou um churrasco sabe: basta a gordura começar a pingar na brasa para a churrasqueira virar uma verdadeira máquina de fumaça. Mas, apesar de muita gente culpar o carvão ou a própria churrasqueira, o problema pode estar principalmente na técnica usada para preparar a carne.
O segredo para um churrasco sem fumaça está justamente em controlar o que chega à brasa. Quando gordura e líquidos da carne caem diretamente sobre o carvão em alta temperatura, eles queimam e provocam aquela fumaça densa que toma conta do ambiente e pode até interferir no sabor do assado.
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Por que a carne faz tanta fumaça no churrasco?
A fumaça excessiva nem sempre significa que o carvão está queimando de maneira errada. Um dos principais motivos é o contato da gordura e dos sucos liberados pela carne com a brasa.
Quando esses líquidos atingem o carvão incandescente, entram em combustão e produzem fumaça. Quanto maior o gotejamento, maior tende a ser a fumaceira.
Por isso, controlar a quantidade de líquido que chega à brasa é uma das principais formas de deixar o ambiente mais agradável durante o preparo.
A selagem pode ajudar a reduzir a fumaça
Uma das técnicas que podem contribuir para esse controle é a selagem da carne. O processo cria uma crosta dourada na superfície por meio da chamada Reação de Maillard, responsável por parte dos aromas, sabores e da coloração característica de uma carne bem dourada.
Para fazer a selagem, a orientação é começar com a grelha mais próxima de uma brasa bem quente. A carne deve permanecer alguns minutos de cada lado, sem ser movimentada constantemente, até formar uma crosta.
Depois disso, a grelha pode ser elevada para que a carne termine o cozimento com um calor menos intenso.
A técnica ajuda a reduzir a perda de líquidos durante o preparo e, consequentemente, pode diminuir a quantidade de gordura e sucos que chegam diretamente ao carvão.
O carvão também precisa estar no ponto certo
Outro detalhe importante está no próprio fogo.
Colocar a carne sobre um carvão que ainda está em chamas pode aumentar bastante a produção de fumaça. O momento mais adequado para começar o churrasco é quando as labaredas desaparecem e o carvão se transforma em brasa viva, geralmente coberta por uma fina camada de cinzas.
Esse estágio proporciona um calor mais estável para o preparo.
A formação da brasa exige paciência. O carvão pode levar cerca de 40 minutos após ser aceso para chegar a uma condição adequada, dependendo das condições do fogo e do tipo de carvão utilizado.
Como fazer com a fraldinha?
A técnica também precisa ser adaptada ao tipo de carne.
A fraldinha, por exemplo, é uma peça relativamente magra e pode perder umidade rapidamente quando submetida a calor intenso por muito tempo. Por isso, a sugestão é fazer uma selagem rápida da peça inteira e só depois fatiá-la.
Na hora de servir, cortar a carne contra as fibras ajuda a deixá-la mais macia na mastigação.
E no caso do frango?
Para cortes de frango com pele, como coxa e sobrecoxa, existe outro cuidado importante: secar bem a superfície antes de temperar.
A retirada do excesso de umidade ajuda a pele a dourar e ficar mais crocante durante o preparo. Além disso, o controle da gordura que derrete durante o processo ajuda a evitar que uma quantidade excessiva de líquido caia diretamente sobre a brasa.
O segredo está no que pinga na brasa
No fim, o controle da fumaça não depende apenas da churrasqueira ou do carvão. A forma como a carne é colocada sobre o fogo também faz diferença.
Menos gordura e líquido atingindo diretamente a brasa significa menos combustível para aquela fumaceira aparecer.
Com uma brasa bem preparada, uma selagem adequada e atenção ao tipo de carne, é possível reduzir a fumaça e, de quebra, melhorar o resultado do churrasco.

