A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Lance Cego contra um grupo criminoso que aplicou golpe do falso leilão em moradores de Canoas. A ação é resultado de uma investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
Conforme a polícia, a investigação apurou que um grupo criminoso de São Paulo criou uma estrutura para dar aparência de legalidade ás fraudes. Eles utilizavam plataformas eletrônicas que simulavam sites profissionais de leilões, usavam documentos falsificados e realizavam uma sofisticada abordagem por telefone e aplicativos de mensagens.
LEIA TAMBÉM:
- Casas Bahia vende TVs, geladeiras, fogões, máquinas de lavar e móveis a partir de R$ 39, com descontos de até 82%
- Nova Carteira de Identidade Nacional será obrigatória no INSS; veja o calendário e quem precisa se preparar
- Frigorífico entra em falência com dívida milionária e deixa 350 trabalhadores sem receber
Como a investigação começou do golpe do falso leilão começou?
De acordo com a polícia, um morador de Canoas procurou a delegacia para denunciar a fraude. A vítima relatou que, após juntar dinheiro com a esposa, passou a procurar oportunidades de investimentos em veículos envolvidos em leilões judiciais e extrajudiciais.
A vítima tinha o objetivo de adquirir os automóveis por valores inferiores aos praticados mercado e, posteriormente, revendê-los, como forma de complementar a renda familiar.
Durante a pesquisa, o morador de Canoas encontrou o site “Parque dos Leilões”. A página apresentava aparência profissional e transmitia a impressão de se tratar de uma plataforma legítima de leilões. A vítima realizou o cadastro.
Após cadastro, vítima teria vencido leilão
Dias após realizar o cadastro no site, os criminosos informaram o morador de Canoas que ele havia vencido a disputa por um Nissan Kicks Sense 1.6 de 2024. Na sequência, foi encaminhado um suposto Termo de Arrematação, contendo dados pessoais da vítima, informações sobre o veículo, valores e instruções para o pagamento.
Convencida de que havia adquirido o veículo de forma legítima, a vítima realizou, naquele mesmo dia, uma transferência bancária de R$ 51.739,80 para a conta indicada pelos suspeitos.
Depois de receberem o dinheiro, os interlocutores exigiram um novo pagamento, desta vez no valor de R$ 5.711,00, sob a justificativa de que seria necessário recolher ICMS para liberar o veículo.
Foi nesse momento que a vítima desconfiou da negociação e procurou a polícia.
Porém, a investigação apurou que o morador de Canoas não é a única vítima. Os policiais apuraram que são mais de 90 vítimas espalhadas em todo o país. Somados, os prejuízos chegam a, aproximadamente, R$ 1 milhão.
“O número de vítimas indica que o caso não se limita à fraude que originou a investigação em Canoas, mas pode representar apenas uma parte de uma atividade criminosa mais ampla”, afirma a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
Operação Lance Cego
Com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, policiais da 3ª DP de Canoas cumprem ordens judiciais em cidades de São Paulo. São 15 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias relacionadas ao esquema.

