Justiça proíbe Luciano Hang de fazer manifestação político-eleitoral na Havan, determina que funcionários sejam liberados para votar no dia das eleições e fixa multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida

Luciano Hang foi proibido pela Justiça de fazer manifestações político-eleitorais na Havan. Descumprimento pode gerar multa de R$ 50 mil.

O empresário Luciano Hang está proibido de realizar manifestações de conteúdo político-eleitoral em ambientes de trabalho ligados à Havan. A determinação partiu da Justiça do Trabalho e prevê multa de R$ 50 mil para cada evento ou publicação que descumpra a ordem.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (23), pela juíza Glenda Maria Coelho, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), após um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT).

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A ordem vale para estabelecimentos, eventos, reuniões, treinamentos e canais institucionais da Havan, além de situações em que trabalhadores estejam reunidos em razão do vínculo profissional.

O que Luciano Hang está proibido de fazer?

Segundo a liminar, Hang não poderá fazer, gravar ou divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral nesses ambientes quando houver associação entre candidatura, partido ou proposta legislativa e questões como voto, emprego, remuneração ou poder de compra dos trabalhadores.

A decisão estabelece multa de R$ 50 mil por evento ou publicação em caso de descumprimento.

A magistrada também determinou que todas as pessoas que prestam serviços à Havan sejam comunicadas sobre a decisão no prazo de cinco dias.

Funcionários terão tempo para votar

A decisão também trouxe uma determinação específica para os dias de votação.

Segundo a liminar, a Havan deverá liberar empregados e trabalhadores terceirizados escalados para trabalhar pelo tempo necessário para deslocamento, fila e votação.

Esse período não poderá ser inferior a quatro horas contínuas dentro do horário de votação, sem prejuízo da remuneração, necessidade de compensação ou registro desabonador.

A decisão também proíbe que sejam criadas escalas que discriminem trabalhadores por causa de manifestação política.

Denúncia envolve discurso sobre a escala 6×1

O caso teve origem em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Trabalho.

Segundo o órgão, em 29 de agosto, durante a inauguração de uma unidade da Havan em Caldas Novas, em Goiás, Luciano Hang discursou para trabalhadores recém-contratados e criticou a proposta de acabar com a escala 6×1.

Na avaliação apresentada pelo MPT, a fala teria relacionado o voto nas eleições de outubro a possíveis prejuízos para trabalhadores que escolhessem candidatos favoráveis ao fim da escala 6×1.

O Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação contra Hang e a Havan por suposto assédio eleitoral.

O órgão também pediu que o empresário e a empresa sejam condenados ao pagamento de R$ 30 milhões por dano moral coletivo.

Esse pedido de indenização, porém, ainda não foi analisado pelo TRT-18.

A decisão atual é uma liminar e estabelece as obrigações que devem ser cumpridas enquanto o processo segue na Justiça.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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