A greve dos Correios chegou ao fim depois de 15 dias de paralisação. Os trabalhadores aprovaram o encerramento do movimento em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (24), após o Tribunal Superior do Trabalho concluir o julgamento do dissídio coletivo.
A retomada das atividades começou ainda na noite de quinta e segue nesta sexta-feira (25).
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A paralisação havia começado em 10 de setembro, em meio ao impasse entre os trabalhadores e a empresa nas negociações do novo acordo coletivo.
O que o TST decidiu sobre a greve
Um dos principais pontos do julgamento foi a classificação da paralisação.
Por maioria, o TST decidiu que a greve não foi abusiva. Com isso, foi rejeitado o pedido dos Correios para que o movimento fosse considerado abusivo e para que fosse aplicada uma multa de R$ 100 mil às entidades sindicais.
O tribunal também determinou o retorno dos trabalhadores às atividades.
A decisão ocorreu durante o julgamento do dissídio coletivo, que havia sido iniciado anteriormente e retomado na quinta-feira.
Dias parados não serão descontados do salário
Outro ponto definido pelo TST envolve os dias em que os funcionários permaneceram em greve.
Os trabalhadores não terão esses dias simplesmente descontados dos salários. Em vez disso, o tribunal autorizou a compensação do período de paralisação.
Os critérios detalhados para essa compensação ainda dependem da análise do acórdão e das definições entre as partes. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo informou que analisaria o documento antes de detalhar como será feita a reposição.
Trabalhadores terão reajuste de 4,09%
O TST também definiu um reajuste salarial de 4,09% para a categoria.
O percentual tem efeito retroativo a 1º de agosto de 2026, data-base dos trabalhadores dos Correios.
Benefícios vinculados ao salário também devem acompanhar a correção conforme os termos definidos no julgamento.
73 cláusulas do acordo coletivo foram mantidas
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho foram mantidas.
O julgamento tratou de diversas reivindicações apresentadas durante a campanha salarial. Entre os principais pontos de conflito estava o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.
Como o acórdão com a íntegra da decisão ainda estava em análise, alguns detalhes da compensação e das condições definidas pelo tribunal ainda dependiam da publicação e interpretação do documento.
Quando os Correios voltam ao normal?
Com o fim da greve dos Correios, os trabalhadores começaram a retornar às funções nesta sexta-feira (25).
Isso, porém, não significa que todas as entregas e serviços afetados pela paralisação serão normalizados imediatamente.
Encomendas e correspondências que ficaram represadas durante os 15 dias de greve podem levar algum tempo para voltar ao fluxo habitual. A tendência é que a operação seja regularizada gradualmente conforme os funcionários retomem as atividades e o volume acumulado seja processado.
O que acontece com as encomendas atrasadas?
Quem tem uma encomenda que deveria ter sido entregue durante a greve pode precisar aguardar a reorganização da operação.
O encerramento da paralisação permite a retomada do processamento normal, mas os objetos acumulados precisam ser distribuídos junto com o fluxo regular.
Por isso, atrasos podem continuar ocorrendo nos próximos dias, mesmo com o retorno dos funcionários.
Por que os trabalhadores entraram em greve?
A paralisação ocorreu após o fracasso das negociações para o novo acordo coletivo.
Entre os principais pontos de divergência estavam questões salariais, benefícios e mudanças relacionadas ao plano de saúde.
O TST foi acionado para analisar o dissídio coletivo e, durante o processo, já havia determinado a manutenção de um percentual mínimo de trabalhadores em atividade nas operações dos Correios.
Fim da greve inicia período de normalização
Com a decisão do TST e a aprovação do encerramento pelos trabalhadores, a greve dos Correios chegou oficialmente ao fim.
Agora, além da retomada das atividades, a categoria terá de cumprir a compensação dos dias parados, enquanto os Correios começam a reorganizar o fluxo de encomendas e correspondências que ficou afetado durante a paralisação.
A normalização, portanto, deve acontecer de maneira gradual nos próximos dias.

