Aposentada deixa geladeira velha na calçada, paga multa de quase R$ 3 mil e só depois descobre que fabricante buscava de graça em casa

Geladeira velha colocada na calçada acabou virando uma dor de cabeça de R$ 2.900, enquanto fabricantes mantêm serviços gratuitos para recolher eletrodomésticos usados.

Uma geladeira velha colocada na calçada para ser levada pelo caminhão da prefeitura acabou custando caro para uma aposentada. Ela recebeu uma multa de R$ 2.900 por descarte irregular e, depois do prejuízo, descobriu que poderia ter encontrado uma alternativa gratuita para retirar o eletrodoméstico de casa.

O caso chama atenção para um problema comum: o que fazer com uma geladeira grande, pesada e que já não funciona?

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Abandonar o aparelho na rua à espera da coleta convencional pode não ser permitido. As regras de descarte são definidas localmente e podem prever penalidades quando resíduos volumosos são deixados em calçadas ou vias públicas de maneira irregular.

Ao mesmo tempo, existem programas de logística reversa que permitem entregar eletrodomésticos antigos para destinação adequada — e alguns deles fazem a retirada sem cobrar nada.

Geladeira velha pode ser buscada de graça em casa

Uma dessas alternativas é mantida pela Whirlpool, fabricante responsável pelas marcas Brastemp e Consul.

O programa de logística reversa da companhia permite solicitar gratuitamente a retirada de geladeiras, lavadoras e freezers usados diretamente no endereço do consumidor.

E existe um detalhe importante: o aparelho não precisa ser Brastemp ou Consul.

Segundo as informações divulgadas sobre o programa, eletrodomésticos de outras fabricantes também são aceitos. O serviço está disponível em municípios de todo o Brasil e não exige a compra de um produto novo para que a coleta seja solicitada.

Ou seja, uma geladeira antiga de outra marca também pode entrar no sistema.

Como pedir para buscarem a geladeira?

Para eletrodomésticos de grande porte, com mais de 30 quilos, o consumidor precisa solicitar a coleta pela plataforma de descarte ecológico utilizada pelo programa.

Depois do preenchimento das informações, ocorre o contato para combinar a retirada no endereço informado.

Assim, em vez de transportar uma geladeira pesada ou simplesmente colocá-la na calçada, o consumidor pode aguardar a coleta programada.

Para equipamentos menores, a estrutura é diferente. Há uma rede de mais de 17 mil pontos de coleta credenciados, que podem ser encontrados a partir do CEP do consumidor.

Não precisa comprar uma geladeira nova

Outro ponto que pode surpreender é que a coleta gratuita não está necessariamente condicionada à compra de outro eletrodoméstico.

O programa de logística reversa permite pedir a destinação do equipamento antigo sem precisar adquirir um novo produto.

A Whirlpool também possui iniciativas comerciais de troca em que o aparelho usado pode estar associado a descontos na compra de determinados produtos novos, mas essa é uma modalidade diferente.

Por isso, quem tem uma geladeira parada em casa deve conferir qual opção atende ao seu caso antes de decidir como se desfazer do equipamento.

Por que não se deve deixar geladeira na calçada?

Uma geladeira não é tratada como lixo doméstico comum.

Além do tamanho e do peso, o equipamento possui diferentes componentes que precisam receber destinação ambientalmente adequada. Programas de logística reversa encaminham esses materiais para processos específicos de desmontagem, tratamento e reciclagem.

Desde 2023, o Programa de Logística Reversa de Brastemp e Consul afirma já ter destinado corretamente mais de 111 mil toneladas de resíduos, volume equivalente a aproximadamente 2,5 milhões de produtos.

As regras para descarte em espaços públicos, porém, variam conforme o município. Por isso, antes de colocar uma geladeira, sofá, máquina de lavar ou outro objeto volumoso na calçada, é necessário verificar como funciona a coleta na cidade.

Prejuízo poderia ter sido evitado

É justamente aí que a história da aposentada chama atenção. Ela deixou a geladeira na calçada esperando que o aparelho fosse recolhido, acabou penalizada pelo descarte irregular e teve de arcar com uma multa de R$ 2.900.

Só depois descobriu a existência de uma alternativa para retirar esse tipo de equipamento sem custo.

A situação serve de alerta principalmente para quem está trocando de geladeira ou tem um aparelho quebrado ocupando espaço em casa: antes de levá-lo para a rua, vale verificar a coleta de volumosos da prefeitura e os programas de logística reversa oferecidos pelos fabricantes.

Em determinados casos, uma simples solicitação pode resolver gratuitamente um problema que, se tratado como descarte comum, pode acabar pesando no bolso.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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