Mercado Livre começa a vender remédios com receita e entrega pode chegar a 1 hora

Mercado Livre começa a vender remédios com receita em São Paulo, incluindo antibióticos e medicamentos GLP-1, com entrega de até 1 hora.

O Mercado Livre começou a vender medicamentos que exigem receita médica na cidade de São Paulo. A operação entrou em funcionamento na sexta-feira (25) e amplia a presença da plataforma no mercado farmacêutico.

Entre os produtos disponíveis estão antibióticos e medicamentos da classe GLP-1, utilizada em tratamentos relacionados à obesidade e ao diabetes.

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Por enquanto, a operação é concentrada na farmácia própria do Mercado Livre, localizada na Zona Sul da capital paulista. A empresa pretende ampliar o modelo posteriormente com a entrada de farmácias parceiras.

Como funciona a compra de medicamentos?

O consumidor precisa apresentar a receita médica pela plataforma antes de concluir a compra de medicamentos que exigem prescrição.

O documento é encaminhado para análise de um farmacêutico. Somente depois da validação a compra pode seguir para separação e entrega.

Caso a receita não seja aprovada, o pedido é cancelado.

A plataforma também prevê procedimentos para armazenamento das prescrições, conforme as exigências aplicáveis à operação.

Entrega pode ocorrer em até uma hora

Outra novidade anunciada pelo Mercado Livre é o Envios Agora, serviço de entrega rápida que está sendo testado em regiões de São Paulo.

Para os pedidos que estiverem dentro da área atendida, determinados produtos podem chegar ao consumidor em até 60 minutos.

O prazo, porém, depende da localização do comprador, do estoque disponível e da cobertura logística.

O serviço não está disponível para todos os endereços da cidade.

Mercado Livre quer levar farmácias para dentro da plataforma

A operação própria é apenas uma das etapas da estratégia.

A partir de outubro, o Mercado Livre pretende começar a integrar farmácias parceiras ao marketplace. A empresa informou que pelo menos três redes devem entrar inicialmente na plataforma, com possibilidade de expansão posteriormente.

A meta anunciada é chegar a 20 redes de farmácias parceiras até o fim de 2026.

Com isso, o consumidor poderá encontrar uma variedade maior de medicamentos e estabelecimentos dentro do próprio marketplace.

Anvisa mudou regras sobre venda de medicamentos online

A expansão acontece depois de mudanças no cenário regulatório.

Em agosto, a Anvisa revogou restrições anteriores relacionadas à venda e à publicidade de medicamentos por plataformas digitais.

A agência, entretanto, esclareceu que a revogação das normas não significa uma autorização automática para qualquer operação de venda de medicamentos pela internet.

A aplicação das novas regras depende de regulamentação específica.

Farmácias questionam operação do Mercado Livre

A entrada do Mercado Livre no segmento provocou reação entre entidades do setor farmacêutico.

A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que pretende questionar a Anvisa sobre a legalidade da operação.

A entidade sustenta que a comercialização de medicamentos por marketplaces ainda depende da regulamentação específica da agência.

A discussão, portanto, não impede que a operação anunciada esteja funcionando em São Paulo, mas coloca em evidência a necessidade de definição das regras aplicáveis ao novo modelo.

Mercado Livre já tinha entrado no setor farmacêutico

A entrada no segmento de medicamentos com receita não aconteceu de forma repentina.

Em 2025, o Mercado Livre adquiriu uma farmácia localizada no Jabaquara, em São Paulo, estrutura utilizada para viabilizar a operação própria.

Em março de 2026, a empresa iniciou testes com medicamentos que não exigiam prescrição.

A venda de produtos sujeitos a receita representa agora uma nova etapa da estratégia da companhia no setor de saúde.

Quais medicamentos podem ser encontrados?

A operação inclui medicamentos que exigem prescrição médica, entre eles antibióticos e produtos da classe GLP-1.

Estão nesse grupo medicamentos utilizados em tratamentos para diabetes e obesidade, como Ozempic e Wegovy, conforme a disponibilidade e as regras aplicáveis a cada produto.

A compra continua condicionada à apresentação e validação da receita quando o medicamento exigir prescrição.

O que muda para quem compra remédios pela internet?

A entrada do Mercado Livre amplia a quantidade de canais digitais disponíveis para aquisição de medicamentos.

Para o consumidor de São Paulo, a principal novidade é poder encontrar medicamentos sob prescrição dentro de uma plataforma de comércio eletrônico já utilizada para outras categorias de produtos.

A entrega rápida também pode reduzir o tempo entre a compra e o recebimento em regiões atendidas.

Ainda assim, medicamentos sujeitos a receita continuam dependendo da prescrição e da validação profissional, e a disponibilidade varia conforme o produto, estoque e endereço.

Operação deve crescer nos próximos meses

O Mercado Livre pretende ampliar gradualmente a operação farmacêutica.

A entrada de farmácias parceiras a partir de outubro deve aumentar a quantidade de produtos e estabelecimentos disponíveis na plataforma.

Ao mesmo tempo, a regulamentação específica da venda de medicamentos por marketplaces ainda está em discussão.

Por isso, a expansão do serviço deve ocorrer paralelamente à definição das regras que vão orientar esse novo modelo de comércio farmacêutico no Brasil.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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