O atendimento presencial nas agências da Caixa Econômica Federal voltou à normalidade na quarta-feira (30 de setembro), após uma paralisação dos bancários iniciada no dia 10 do mesmo mês. A retomada ocorreu depois de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o movimento grevista.
A paralisação afetou o funcionamento de unidades bancárias e esteve ligada a divergências entre a instituição e os representantes dos trabalhadores nas negociações do acordo coletivo. Entre os principais pontos de conflito estavam o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
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Com a decisão judicial, as atividades presenciais foram retomadas, permitindo a normalização do atendimento aos clientes nas agências.
O que decidiu a Justiça sobre a greve da Caixa?
O Tribunal Superior do Trabalho analisou o impasse entre a Caixa e as entidades sindicais que representam os bancários. Durante o processo, foi determinada a manutenção de pelo menos 60% dos funcionários em atividade em cada agência.
A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da determinação judicial.
A Caixa havia recorrido à Justiça do Trabalho para buscar medidas que garantissem o funcionamento das unidades durante a paralisação. O processo envolveu a discussão sobre a continuidade dos serviços e as condições para a manutenção do movimento grevista.
A determinação judicial não significou que todas as reivindicações dos trabalhadores foram atendidas, mas estabeleceu condições para a continuidade das atividades enquanto o conflito era tratado na esfera trabalhista.
Por que os funcionários paralisaram as atividades?
A greve começou em 10 de setembro de 2026, em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Um dos principais pontos de divergência foi o Saúde Caixa, que envolve as condições de custeio e manutenção do plano de saúde dos empregados. A Participação nos Lucros e Resultados também esteve entre os temas discutidos nas negociações.
As entidades sindicais defenderam mudanças nas propostas apresentadas pela instituição e mantiveram a mobilização durante parte do mês.
O impasse levou a Caixa a recorrer ao TST para buscar uma solução judicial que assegurasse a continuidade do atendimento nas agências.
Como fica o atendimento aos clientes da Caixa?
Com a retomada das atividades presenciais, os clientes podem procurar as agências para os serviços oferecidos normalmente, respeitando os horários de funcionamento de cada unidade.
Quem precisa realizar operações bancárias também pode utilizar os canais digitais da instituição, como o aplicativo Caixa, o Caixa Tem e o internet banking. Caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui oferecem determinados serviços, conforme os limites de cada canal.
Antes de se deslocar até uma agência, é recomendável verificar os horários de atendimento e a disponibilidade do serviço desejado.
O que acontece com as negociações entre a Caixa e os bancários?
A retomada do atendimento não elimina as discussões sobre as condições de trabalho e os benefícios dos empregados. Temas como o plano de saúde e a participação nos resultados fizeram parte das negociações do acordo coletivo de 2026.
A resolução do impasse judicial permitiu o retorno das atividades presenciais, enquanto as questões trabalhistas seguem sujeitas aos instrumentos de negociação e às decisões aplicáveis.
Para os clientes, a principal mudança é a normalização do atendimento nas agências após o período de paralisação. Para os funcionários, o desfecho das negociações depende das condições estabelecidas no processo trabalhista e dos entendimentos entre a instituição e as entidades representativas.

