A insônia e a sensação de esgotamento podem se intensificar em períodos de forte tensão política. Durante as semanas que antecederam o primeiro turno das eleições de 2026, o excesso de notícias, debates e discussões nas redes sociais aumentou a exposição de muitas pessoas a conteúdos capazes de manter a mente em estado constante de alerta.
Com a confirmação de que Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno em 25 de outubro, a preocupação com o cenário político deve continuar presente nas próximas semanas.
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Nesse contexto, uma das estratégias sugeridas é a chamada desconexão seletiva: estabelecer limites para o consumo de informações sem deixar de acompanhar o que acontece no país.
Por que a política pode causar insônia?
A exposição contínua a notícias, debates acalorados e discussões nas redes sociais pode aumentar a sensação de alerta e dificultar momentos de descanso.
Esse estado de atenção constante é associado à hipervigilância, que pode aparecer quando a pessoa permanece excessivamente focada na possibilidade de uma ameaça ou acontecimento negativo. A exposição exagerada a notícias também pode contribuir para ansiedade, irritabilidade e dificuldades para dormir.
O estresse também está relacionado à liberação de cortisol, hormônio envolvido na resposta do organismo a situações de tensão. Alterações nessa resposta podem estar associadas a dificuldades para relaxar e dormir.
O que é a desconexão seletiva?
A desconexão seletiva consiste em escolher conscientemente quando e como consumir informações políticas.
Na prática, a ideia é evitar que o celular e as redes sociais mantenham a pessoa permanentemente conectada às notícias. Em vez de acompanhar cada nova atualização assim que ela aparece, é possível estabelecer horários específicos para se informar.
Uma estratégia é reservar períodos durante o dia para acompanhar as notícias e evitar conteúdos que aumentem a tensão perto do horário de dormir.
O objetivo não é deixar de acompanhar a política, mas criar momentos em que a mente possa descansar da sequência de informações e discussões.
Isso significa ficar indiferente às eleições?
Não. Reduzir o excesso de estímulos não significa ignorar o cenário político.
A proposta é encontrar um equilíbrio entre se manter informado e evitar uma exposição contínua que possa aumentar a ansiedade e prejudicar o descanso.
O excesso de notícias pode alimentar um ciclo de consumo constante de informações, especialmente quando a pessoa passa muito tempo atualizando redes sociais em busca de novidades. Esse comportamento pode contribuir para um estado de alerta permanente.
Como reduzir a tensão causada pelas notícias?
Uma das primeiras medidas é desativar as notificações de aplicativos de notícias no celular. Dessa forma, a pessoa decide quando irá procurar novas informações, em vez de ser interrompida constantemente por alertas.
Outra possibilidade é estabelecer momentos do dia sem discussões políticas. Conversar com amigos e familiares sobre outros assuntos, assistir a uma série, praticar um hobby ou simplesmente se afastar das redes sociais por algum período pode ajudar a criar uma pausa na rotina.
Também pode ser útil evitar conteúdos especialmente estimulantes antes de dormir, principalmente quando a pessoa percebe que as notícias aumentam sua ansiedade.
Segundo turno aumenta a importância do cuidado com a saúde mental
Com Lula e Flávio Bolsonaro confirmados no segundo turno das eleições de 2026, a disputa presidencial continuará ocupando espaço no noticiário e nas redes sociais até a votação de 25 de outubro.
Por isso, estabelecer limites para o consumo de informações pode ser uma forma de acompanhar a campanha sem transformar o ciclo eleitoral em uma fonte permanente de estímulo e preocupação.
Manter-se informado continua sendo importante, mas também é necessário reservar momentos para descansar e se desconectar das discussões políticas.
Se a insônia, a ansiedade ou o esgotamento persistirem e começarem a prejudicar a rotina, é importante buscar avaliação de um profissional de saúde.

