O Brasil entrou em um período de atenção para novos episódios de calor intenso durante a primavera. A influência do El Niño, que deve alcançar intensidade muito forte, aumenta a possibilidade de temperaturas acima da média em diferentes regiões do país.
Uma projeção climática indica que o Brasil pode registrar pelo menos seis ondas de calor até dezembro. O número, porém, representa uma estimativa baseada no comportamento histórico das temperaturas e não significa que os seis episódios já tenham datas determinadas.
LEIA TAMBÉM:
- Trabalhador compra queijo fatiado por R$ 60/kg, chega em casa e descobre que supermercado cobrou até pelo isopor da embalagem
- Família é multada em R$ 1,1 mil por bandeira do Brasil na varanda e vai à Justiça
- Megaigreja com lago artificial e espaço para 12 mil pessoas é inaugurada dentro de aeroporto
El Niño deve ficar muito forte
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.
No Brasil, os efeitos variam de acordo com a região. Enquanto o Sul tende a ter maior risco de chuva acima da média, áreas do Centro-Oeste e de parte do Sudeste podem enfrentar períodos mais quentes e secos.
O boletim mais recente do Painel El Niño 2026-2027 aponta probabilidade de 95% de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
Seis ondas de calor não têm datas definidas
A estimativa de seis ondas de calor deve ser interpretada com cautela.
O número foi calculado a partir da comparação entre registros meteorológicos históricos e períodos influenciados pelo El Niño. Isso permite identificar uma tendência de maior ocorrência de episódios de calor, mas não determina exatamente quando cada evento acontecerá.
As condições atmosféricas podem mudar ao longo das próximas semanas e alterar tanto a intensidade quanto a duração dos períodos de calor.
Por isso, a previsão deve ser entendida como um cenário de risco para os próximos meses, e não como um calendário de seis ondas de calor.
Ondas de calor estão mais frequentes no Brasil
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais mostram que a frequência das ondas de calor aumentou nas últimas décadas.
O levantamento aponta que o Brasil registra historicamente entre oito e 14 ondas de calor por ano, considerando o conjunto do território nacional. A ocorrência varia bastante entre os estados e regiões.
O cenário fica ainda mais preocupante quando o El Niño atua junto à tendência de aquecimento global, pois os episódios de calor podem se tornar mais intensos e provocar impactos maiores.
Defesa Civil reforça atenção ao calor extremo
Os alertas emitidos por órgãos públicos consideram não apenas a temperatura máxima, mas também a persistência do calor durante vários dias.
Uma onda de calor, portanto, não é caracterizada simplesmente por um dia com temperatura elevada. É necessário que as condições de calor persistam dentro dos critérios utilizados pelos órgãos meteorológicos.
Períodos prolongados de temperaturas elevadas podem aumentar o risco de desidratação, problemas relacionados ao calor e agravamento de condições de saúde, especialmente entre idosos, crianças e pessoas mais vulneráveis.
Como se proteger durante períodos de calor
Durante episódios de temperaturas extremas, a recomendação é aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e buscar ambientes ventilados ou climatizados quando possível.
Também é importante acompanhar os avisos meteorológicos e os alertas emitidos pela Defesa Civil.
Em situações de calor persistente, cuidados simples podem reduzir os efeitos das altas temperaturas e ajudar a evitar problemas relacionados à desidratação e ao estresse térmico.
Calor deve continuar no radar até o fim do ano
Com o El Niño em fase de fortalecimento e as projeções indicando temperaturas acima da média, o calor deve continuar entre os principais pontos de atenção meteorológica do Brasil nos próximos meses.
A possibilidade de novas ondas de calor não significa que todos os estados serão atingidos da mesma maneira. Os impactos devem variar conforme a região e a evolução das condições atmosféricas.
Por isso, o acompanhamento das previsões atualizadas será fundamental para identificar os períodos de maior risco até o fim de 2026.

