Uma gigante americana encerrou as atividades de uma fábrica no Brasil depois de aproximadamente 50 anos de operação. A decisão provocou uma mobilização dos funcionários, que fizeram uma greve de 38 dias para negociar as condições de desligamento. O acordo firmado previu uma indenização de R$ 35 mil por trabalhador, além das verbas rescisórias e de outros benefícios.
A unidade pertencia à Parker Hannifin, multinacional do setor de tecnologias de movimento e controle, e ficava em Jacareí, no interior de São Paulo. O fechamento foi anunciado em julho de 2026 e afetou cerca de 100 trabalhadores.
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Após semanas de mobilização e negociações, os funcionários chegaram a um acordo com a empresa, mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15). A proposta estabeleceu o pagamento de uma compensação financeira aos trabalhadores desligados e a manutenção de determinados benefícios por 12 meses.
Gigante americana fecha fábrica após cinco décadas de operação
A fábrica da Parker Hannifin em Jacareí fazia parte da trajetória industrial da companhia no Brasil havia cerca de 50 anos. O anúncio do encerramento das atividades, em 17 de julho de 2026, mudou os planos dos trabalhadores e deu início a uma disputa pelas condições de desligamento.
A unidade tinha aproximadamente 100 funcionários. Com o fechamento, a principal preocupação dos trabalhadores passou a ser a negociação de compensações financeiras e benefícios para enfrentar a perda dos empregos.
A Parker Hannifin atua internacionalmente em tecnologias de movimento e controle, com produtos e soluções destinados a diferentes segmentos industriais. No Brasil, a companhia mantinha outras unidades produtivas, de modo que o encerramento da fábrica de Jacareí não significava o fim de suas operações no país.
Greve de 38 dias marcou negociação com funcionários
A decisão de fechar a fábrica provocou uma mobilização dos empregados, que iniciaram uma greve em 20 de julho. Durante o movimento, os trabalhadores buscaram melhorar as condições oferecidas pela empresa para quem perderia o emprego.
As negociações envolveram propostas financeiras diferentes ao longo do processo. Entre os valores discutidos estiveram ofertas de R$ 2 mil e R$ 20 mil, antes de as partes avançarem para um entendimento.
A mobilização chegou a incluir um acampamento de trabalhadores em agosto. Diante do impasse, as negociações tiveram a participação do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, que atuou na mediação entre a companhia e os representantes dos empregados.
O processo terminou com uma proposta de acordo submetida à avaliação dos trabalhadores. Em assembleia realizada em 27 de agosto, a categoria aprovou as condições negociadas, encerrando o conflito.
Acordo prevê R$ 35 mil por trabalhador demitido
Um dos principais pontos do acordo foi o pagamento de R$ 35 mil a cada trabalhador desligado, como compensação social pelo encerramento das atividades da unidade.
O valor não substitui as verbas rescisórias previstas na legislação trabalhista. Trata-se de uma compensação negociada no acordo, que deve ser considerada separadamente dos valores devidos pela rescisão do contrato de trabalho.
O pacote também previu a manutenção de benefícios por 12 meses, conforme as condições estabelecidas na negociação. Dessa forma, o entendimento procurou oferecer uma compensação financeira e algum suporte aos funcionários afetados pela decisão.
O pagamento foi previsto para setembro de 2026, segundo as informações divulgadas durante o processo de negociação.
Fechamento em Jacareí não significa saída do Brasil
Apesar do encerramento da fábrica, a Parker Hannifin continuava com operações no Brasil. Informações corporativas divulgadas em 2026 apontavam cerca de 950 funcionários e cinco fábricas no país antes do fechamento da unidade de Jacareí.
Esses números ajudam a dimensionar a presença da companhia no mercado brasileiro, mas devem ser considerados como um retrato anterior à conclusão da reorganização industrial.
O caso mostra como o fechamento de uma unidade pode desencadear negociações complexas entre uma multinacional e seus empregados. Além da perda dos postos de trabalho, os funcionários precisam discutir indenizações, verbas rescisórias e a continuidade de benefícios.
Em Jacareí, a greve de 38 dias e a mediação da Justiça do Trabalho fizeram parte do caminho até o acordo que estabeleceu a compensação de R$ 35 mil por trabalhador desligado.

