A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (28) a Operação Divisa contra um grupo criminoso que rouba veículos e, em seguida, os revendia em território gaúcho ou em Santa Catarina.
Conforme a polícia, foram cumpridas mais de 50 ordens judiciais, sendo 26 prisões preventivas e 25 ordens de busca e apreensão em Canoas, Cachoeirinha, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Alvorada, Charqueadas, Sapiranga, Caxias do Sul, Içara (SC), Tubarão (SC) e Balneário Gaivota (SC).
LEIA TAMBÉM:
- “Cansados de ajudar quem não quer ser ajudado”: Após vitória de Lula, empresa diz que não fará mais doações de cestas básicas e agasalhos
- Estudante de 14 anos cria modelo matemático para detectar mais terremotos, consegue melhora de 16,7% em simulações com apenas cinco sensores e vira finalista de prêmio científico
- “Olha só, o privilégio de vocês estarem aqui”: Havan recebe 7 mil currículos para 200 vagas em SC, escolhe os funcionários da nova megaloja e Luciano Hang faz comunicado sobre carreira dos novos colaboradores
Até o momento, 20 criminosos foram presos. Armas e munições foram apreendidas.
Operação Divisa: investigação
A investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo começou com roubos de veículos cometidos na cidade do Vale do Sinos. Como os investigadores encontravam dificuldades em localizar os veículos, eles começaram a apurar o caminho percorrido pelos carros após o roubo.
Durante a apuração, os policiais descobriram um esquema de roubo e revenda desses de veículos. O grupo criminoso atuava seguinte forma: integrantes roubavam carros e entregavam para comparsas que escondiam os carros.
Logo após, os veículos eram clonados e levados para Santa Catarina.
Um dos alvos da ofensiva no estado vizinho encomendava os veículos e, em alguns casos, pagava antecipadamente. Porém, o grupo criminoso, além de revender também exigia dinheiro das vítimas dos roubos para devolver os veículos.
Crime era coordenado de dentro do sistema prisional
De acordo com a polícia, a investigação também apurou que a ordem para os roubos dos veículos partia de dentro do sistema prisional. Os criminosos usavam celulares para organizar os crimes, desde o roubo até a venda, e utilizavam contas bancárias de familiares para receber os pagamentos.
Em alguns casos, os investigadores apuraram que os presos usavam mães, irmãs e companheiras para movimentar o dinheiro.

