A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (26), o registro do Cejemly (sugemalimabe), medicamento indicado para o tratamento de primeira linha de adultos com câncer de pulmão de células não pequenas metastático. A autorização contempla pacientes que atendam a critérios genéticos específicos relacionados ao tumor.
A terapia deverá ser administrada em associação com quimioterapia à base de platina. A aprovação amplia as alternativas terapêuticas para pacientes que se enquadram nas condições previstas na indicação do medicamento.
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Quem pode receber o novo medicamento?
O Cejemly foi aprovado para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas metastático que não apresentem mutações sensibilizantes do gene EGFR nem alterações genômicas nos genes ALK, ROS1 ou RET.
A expressão “primeira linha” significa que o medicamento é destinado ao tratamento inicial da doença metastática dentro da estratégia terapêutica indicada. A escolha do tratamento depende da avaliação médica e dos exames realizados para identificar as características do tumor.
Por isso, a aprovação não significa que o medicamento seja indicado para todos os pacientes com câncer de pulmão. É necessário verificar se o quadro clínico e os resultados dos testes moleculares correspondem aos critérios autorizados.
Como funciona o sugemalimabe?
O sugemalimabe é um anticorpo monoclonal que atua no sistema imunológico. Sua ação busca restaurar a atividade dos linfócitos T, células de defesa que participam do reconhecimento e do combate às células tumorais.
O medicamento pertence à categoria das imunoterapias, que procuram aproveitar mecanismos de defesa do próprio organismo para combater o câncer. No caso do Cejemly, a estratégia aprovada prevê o uso combinado com quimioterapia à base de platina.
A combinação de medicamentos é definida conforme as características da doença e as evidências clínicas que sustentam a indicação terapêutica.
Tipo de câncer representa a maioria dos casos
O câncer de pulmão de células não pequenas representa aproximadamente 80% a 85% dos casos da doença. Esse grupo reúne diferentes subtipos de tumores e pode ser diagnosticado em estágios avançados, quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo.
Nos casos metastáticos, o planejamento do tratamento considera fatores como o estado geral do paciente, a extensão da doença e as características moleculares do tumor.
A identificação dessas características pode ajudar a equipe médica a escolher terapias mais adequadas para cada situação.
Aprovação não significa disponibilidade imediata para todos
O registro concedido pela Anvisa autoriza o medicamento para a indicação aprovada no Brasil. Isso, porém, não significa necessariamente que ele já esteja disponível em todos os hospitais ou que tenha sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A disponibilidade comercial, as condições de acesso e eventual incorporação ao sistema público dependem de etapas específicas. Até o momento, a aprovação do registro, por si só, não permite afirmar que o tratamento já esteja sendo oferecido de forma ampla no país.
A decisão representa uma nova alternativa para pacientes com câncer de pulmão metastático que atendam aos critérios clínicos e moleculares estabelecidos para o uso do Cejemly.

