Uma das principais dúvidas dos estudantes que vão fazer o Enem 2026 é decidir por onde começar: pela redação ou pelas questões de múltipla escolha. A escolha pode influenciar diretamente a administração do tempo, principalmente no primeiro dia, quando os candidatos precisam dividir a atenção entre 90 perguntas e a produção de um texto dissertativo-argumentativo.
Neste domingo, 8 de novembro, os participantes terão cinco horas e meia para concluir todas as atividades. Por isso, especialistas recomendam evitar decisões improvisadas e estabelecer uma estratégia antes de iniciar a prova.
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Uma das orientações é não deixar a redação para os minutos finais. O texto exige interpretação do tema, planejamento dos argumentos, escrita e revisão. Fazer todas essas etapas sob pressão pode comprometer a qualidade da produção.
É melhor começar pela redação ou pelas questões do Enem?
Não existe uma ordem obrigatória que funcione para todos os candidatos. A estratégia depende do ritmo de leitura, da facilidade para escrever e do tempo que cada estudante costuma gastar nas questões.
Uma possibilidade é começar lendo a proposta de redação e os textos motivadores. Assim, o participante conhece o assunto, identifica o problema apresentado e começa a organizar possíveis argumentos.
Depois dessa primeira leitura, pode avançar para as questões objetivas e retornar à redação quando já tiver uma linha de raciocínio definida.
Outra alternativa é começar pelas perguntas mais fáceis e produzir o texto em seguida, desde que o candidato tenha reservado antecipadamente um período específico para a redação.
O cuidado principal é não tratar o texto como uma tarefa secundária, que só será realizada caso sobre tempo.
Quanto tempo reservar para escrever a redação?
Uma recomendação é separar aproximadamente uma hora a uma hora e meia para todas as etapas da produção textual. O período pode variar conforme a experiência e a velocidade de escrita de cada estudante.
Nesse intervalo, é importante considerar:
- Leitura do tema: compreender exatamente o problema apresentado e observar os textos motivadores.
- Planejamento: definir a tese, os argumentos e a organização dos parágrafos.
- Escrita: desenvolver a introdução, a argumentação e a conclusão.
- Revisão: verificar coerência, ortografia, repetição de palavras e atendimento à proposta.
A revisão merece atenção especial. É nesse momento que o candidato pode identificar falhas na argumentação, problemas de organização e erros que passaram despercebidos durante a escrita.
Na conclusão, também é necessário verificar se a proposta de intervenção apresenta os elementos exigidos pela avaliação, como ação, agente responsável, meio de execução, finalidade e detalhamento.
Como resolver as questões sem perder tempo?
Uma das estratégias mais recomendadas é começar pelas perguntas que o candidato considera mais acessíveis.
Ao encontrar uma questão muito difícil ou que exige uma resolução demorada, o estudante pode sinalizá-la e continuar a prova. Depois de responder às demais, retorna aos itens pendentes.
Essa organização evita que uma única pergunta consuma o tempo que poderia ser utilizado para resolver várias outras.
Também pode ajudar ler primeiro o comando da questão, identificando o que está sendo solicitado antes de analisar todo o texto de apoio. Em perguntas com gráficos, tabelas e imagens, essa prática permite direcionar a atenção às informações relevantes.
O candidato deve, entretanto, ler o contexto necessário antes de escolher uma alternativa. A pressa não pode comprometer a interpretação.
Por que acertar questões fáceis é importante no Enem?
O Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), um modelo estatístico que considera características das questões e o padrão de respostas dos participantes.
Isso significa que a nota não depende apenas da quantidade de acertos. Dois candidatos que acertam o mesmo número de perguntas podem receber pontuações diferentes.
O sistema considera a coerência das respostas. Em geral, espera-se que um participante que acerta questões difíceis também consiga acertar uma quantidade significativa de perguntas consideradas fáceis.
Por esse motivo, deixar questões mais acessíveis sem resposta enquanto se gasta muito tempo em perguntas complexas pode prejudicar o desempenho.
A TRI não significa que o candidato deva abandonar questões difíceis. A recomendação é garantir primeiro os acertos que estão ao seu alcance e depois utilizar o tempo restante para resolver as mais trabalhosas.
Não deixe o cartão-resposta para os últimos minutos
Outro cuidado importante é reservar um período para preencher e conferir o cartão-resposta.
Mesmo depois de resolver as questões, o candidato ainda precisa transferir as alternativas escolhidas para a folha oficial. Deixar essa tarefa para o encerramento pode provocar erros de marcação ou impedir que todas as respostas sejam registradas.
Uma boa estratégia é acompanhar o relógio durante a prova e separar alguns minutos para essa etapa, sem comprometer o tempo reservado à redação.
Também é importante conferir se a numeração das questões corresponde às alternativas preenchidas.
Como será o primeiro dia do Enem 2026?
O primeiro domingo de aplicação será em 8 de novembro. Os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da redação.
No total, serão 90 questões objetivas e um texto dissertativo-argumentativo, com duração de cinco horas e meia.
O segundo dia está marcado para 15 de novembro, quando os candidatos responderão às provas de Matemática e Ciências da Natureza, também com 90 questões. Nesse domingo, o tempo de aplicação será de cinco horas.
De acordo com o cronograma oficial, os portões abrem ao meio-dia e fecham às 13h, no horário de Brasília. A aplicação começa às 13h30.
A principal recomendação para os candidatos é chegar com uma estratégia definida, evitar permanecer tempo demais em uma única questão e garantir uma margem para concluir a redação e conferir o cartão-resposta.

