Nova tempestade solar se aproxima da Terra neste fim de semana e vai afetar funcionamento de celulares, rádios e satélites

Tempestade solar se aproxima e acende alerta sobre possíveis interferências em satélites e comunicações; veja detalhes.

Uma nova tempestade solar está prevista para atingir o ambiente terrestre neste sábado (7), e os cientistas acompanham a possibilidade de o fenômeno ganhar força. O alerta da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta para uma tempestade geomagnética inicialmente fraca, mas que poderá alcançar uma categoria moderada.

A previsão mais recente da agência indica períodos de atividade geomagnética de nível G1 entre sexta-feira (6) e domingo (8) de novembro de 2026. Existe também a possibilidade de o evento chegar à categoria G2, que representa uma intensidade maior.

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Entre os sistemas que podem sofrer efeitos estão satélites, equipamentos de navegação e determinadas comunicações por rádio. Apesar disso, o alerta não aponta para um apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica.

O cenário ainda depende do comportamento do vento solar e da maneira como as partículas interagem com o campo magnético da Terra.

Tempestade solar deve atingir a Terra neste sábado

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA divulgou uma atualização nesta sexta-feira (6), indicando a possibilidade de tempestades geomagnéticas de categoria G1 durante o período entre os dias 6 e 8 de novembro.

Na escala utilizada pela agência, os fenômenos são classificados em cinco níveis, de G1 a G5. O primeiro representa uma tempestade fraca, enquanto o último corresponde a eventos extremos, com potencial para provocar impactos muito mais significativos.

A previsão atual indica que o índice geomagnético poderá alcançar o nível necessário para caracterizar uma tempestade G1 em diferentes períodos. A agência também considera possível uma intensificação até G2.

Isso não significa que o fenômeno necessariamente chegará à categoria moderada. A intensidade dependerá das características do material solar que alcançará a região próxima ao planeta.

O que está provocando a nova tempestade solar?

A previsão está relacionada principalmente à chegada de uma corrente de vento solar de alta velocidade, associada a uma região conhecida como buraco coronal.

Essas áreas apresentam características magnéticas que permitem a saída de partículas para o espaço com maior facilidade. Quando uma corrente rápida de vento solar alcança a Terra, pode interagir com o campo magnético do planeta e provocar alterações geomagnéticas.

No boletim mais recente, a NOAA apontou justamente a influência de uma corrente de alta velocidade associada a um buraco coronal como responsável pelo aumento esperado da atividade.

Esse tipo de fenômeno é diferente de uma ejeção de massa coronal, que acontece quando grandes quantidades de plasma e campo magnético são lançadas pelo Sol. Embora ambos possam provocar tempestades geomagnéticas, suas origens e características não são iguais.

Satélites e sistemas de GPS podem sofrer interferências

Os satélites estão entre os equipamentos monitorados durante períodos de instabilidade geomagnética. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer alterações nas condições do ambiente espacial e dificuldades temporárias em determinadas operações.

Na categoria G1, os impactos esperados sobre satélites são considerados pequenos. Caso o evento alcance G2, algumas operações poderão exigir mais atenção dos responsáveis pelos equipamentos.

Os sistemas de navegação também merecem acompanhamento. As alterações na ionosfera, camada da atmosfera que influencia a propagação de sinais de rádio, podem prejudicar temporariamente a precisão de determinados serviços de localização.

Isso não significa que aplicativos de mapas deixarão de funcionar ou que todos os aparelhos perderão o sinal de GPS. Os efeitos dependem da intensidade da tempestade e das condições de cada sistema.

Celulares e internet podem ficar fora do ar?

Apesar de manchetes sobre tempestades solares frequentemente mencionarem celulares e internet, a previsão atual não indica uma interrupção generalizada desses serviços.

Os smartphones não devem sofrer danos diretos por causa de uma tempestade geomagnética de categoria G1. Os possíveis efeitos tecnológicos estão mais relacionados a sistemas especializados, satélites e determinadas frequências de comunicação por rádio.

Por isso, não há indicação de que a população precise desligar os celulares ou tomar alguma medida especial para se proteger do fenômeno.

A NOAA também acompanha a possibilidade de interrupções temporárias nas comunicações de rádio. Esse risco, entretanto, está relacionado a outro tipo de atividade solar: as explosões que podem provocar apagões de rádio.

NOAA também monitora possíveis apagões de rádio

No boletim divulgado nesta sexta-feira, a agência estimou uma probabilidade de 35% de ocorrerem apagões de rádio das categorias R1 ou R2 em cada um dos dias entre 6 e 8 de novembro.

Esses níveis representam interrupções fracas ou moderadas, que podem afetar principalmente determinadas transmissões de rádio de alta frequência.

A NOAA também apontou uma possibilidade de 10% ao dia para eventos de categoria R3 ou superior, considerados mais intensos.

É importante não confundir esses percentuais com a previsão da tempestade geomagnética. As categorias G classificam alterações no campo magnético terrestre, enquanto as categorias R estão relacionadas a apagões de rádio provocados por explosões solares.

A agência também informou que não espera tempestades de radiação solar de nível S1 ou superior nesse período.

Brasil pode sentir os efeitos da tempestade solar?

Os efeitos de tempestades geomagnéticas não são distribuídos igualmente pelo planeta. Regiões próximas aos polos magnéticos costumam ser mais afetadas, principalmente durante eventos de maior intensidade.

No caso de uma tempestade G1, a NOAA aponta que os impactos se concentram principalmente em áreas situadas acima de 60 graus de latitude geomagnética. Entre os efeitos possíveis estão pequenas oscilações em redes elétricas e impactos menores em operações de satélites.

Para o Brasil, não há indicação de interrupções generalizadas de energia elétrica, telefonia ou internet por causa do fenômeno previsto para este fim de semana.

A previsão também não significa que auroras serão visíveis em qualquer região do planeta. Esses fenômenos luminosos costumam aparecer em áreas de latitudes elevadas, embora tempestades mais intensas possam ampliar a região de observação.

Monitoramento continua durante o fim de semana

A NOAA acompanha continuamente a atividade solar e as condições do campo magnético terrestre. Os dados permitem atualizar as previsões conforme as correntes de partículas se aproximam do planeta.

Para o período entre sexta-feira (6) e domingo (8), o cenário divulgado indica possibilidade de tempestades geomagnéticas fracas, com chance de intensificação para o nível moderado.

Embora o fenômeno possa provocar alterações em determinados equipamentos e sistemas de comunicação, não existe previsão de um apagão tecnológico generalizado.

A principal atenção dos especialistas está voltada ao comportamento do vento solar e à possibilidade de a atividade geomagnética superar a intensidade inicialmente esperada.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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