Da redação, com informações da ASCOM RS | Uma equipe da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) vistoriou, nesta quarta-feira (8), um açude em Gravataí para verificar a situação de um jacaré do papo-amarelo (Caiman Latirostris). Os técnicos do Setor de Fauna (Sefau) constataram a presença de um pequeno exemplar do animal dentro do açude, localizado nas proximidades do rio Gravataí.

De acordo com a chefe do Sefau, Thais Michel, essas espécies costumam ser encontradas em regiões alagadas, mas a extensão do banhado impede que o jacaré seja removido do local. “O açude é muito grande, o que impossibilita o manejo do animal”, esclarece.

Conforme relato de moradores locais, dois animais teriam sido vistos: um menor e outro maior, com cerca de dois metros. Segundo a veterinária, pode se tratar de uma fêmea com o filhote. Ela explica que a espécie não tem o hábito de atacar humanos, mas recomenda que os moradores da região tomem cuidado e evitem aproximação.

“Se realmente for uma fêmea, ela pode estar mais agressiva, devido a presença do filhote”, elucida. Apesar do alerta, Taís afirma que o animal não deve permanecer na região por muito tempo. “Como a maioria dos bichos silvestres, a tendência é que se afastem. O animal deve se dirigir ao rio Gravataí”, tranquiliza.

A chefe do Sefau lembra ainda que o jacaré do papo-amarelo é a única espécie com ocorrência no Rio Grande do Sul. O animal não sofre risco de extinção, mas pertence a uma espécie silvestre, que é protegida por lei. “Praticar ato de abuso, de maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres é considerado crime ambiental, podendo o infrator ser condenado as sanções administrativas, cíveis e penais”, alerta.