Atualmente, a escala 6×1 permite que o trabalhador atue durante seis dias consecutivos e tenha um dia de descanso. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão prevê a redução gradual da jornada semanal e a ampliação do período de descanso dos trabalhadores.
Entre as mudanças debatidas está a possibilidade de reduzir a carga horária semanal de forma progressiva, chegando a 36 horas ao final do período de transição previsto na proposta.
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Entidades defendem mais flexibilidade
Representantes do setor empresarial afirmam que a modernização das relações de trabalho deve considerar as particularidades de cada atividade econômica. Por isso, defendem modelos flexíveis que permitam acordos coletivos e jornadas adaptadas à realidade de diferentes segmentos.
Segundo esse entendimento, uma regra única poderia gerar dificuldades para setores que dependem de atendimento contínuo, como comércio, serviços, saúde, transporte e turismo.
Debate divide trabalhadores e empresários
Enquanto entidades empresariais defendem maior flexibilidade, sindicatos e centrais sindicais argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, diminuir o desgaste físico e mental e aumentar a produtividade dos trabalhadores.
Nos últimos meses, manifestações e mobilizações em defesa do fim da escala 6×1 ocorreram em diferentes regiões do país, incluindo o Rio Grande do Sul.
Mudança ainda depende de aprovação
Apesar da repercussão do tema, nenhuma alteração entrou em vigor até o momento. Qualquer mudança nas regras da jornada de trabalho depende da aprovação das propostas em tramitação no Congresso Nacional.
A expectativa é que o debate continue ao longo de 2026, já que a possível redução da jornada é considerada uma das discussões trabalhistas mais importantes dos últimos anos.

