TRENSURB

FOTO: Marco Prass/Trensurb

Da redação | Desde setembro de 2017 um assunto vem sendo bastante discutido nas ruas de São Leopoldo, no Vale do Sinos. Uma possível operação do aeromóvel na cidade vem avançando com o tempo.

Para que o funcionamento possa se tornar realidade, a Prefeitura criou um grupo técnico para se reunir com a empresa Aeromóvel Brasil. O objetivo dos encontros é discutir a viabilidade ou não do modal sob plataforma elevada e trilhos vir a integrar a oferta de transporte público municipal.

A viabilidade econômica para que o projeto saia do papel também é um tema bastante discutido. Segundo o diretor executivo da Aeromovel Brasil, Marcus Coester, é necessário que o novo serviço transporte, diariamente, uma média que fica entre 15 mil a 20 mil passageiros por dia. “A Prefeitura já está realizando um levantamento da demanda de usuários para que o projeto atraia uma parceria de investimentos 100% privada”, conta.

Para atingir essa média de passageiros é necessário realizar o estudo sobre quantas pessoas os ônibus municipais transportam diariamente. Em média, 50 mil passageiros passam pelos coletivos do Consórcio Bem. No mês, esse número chega a 1,5 milhão de usuários. “O novo modal precisa envolver a adequação das linhas de ônibus que hoje operam o transporte municipal”, conta Coester.

Procurada, a Prefeitura de São Leopoldo informou que não irá se manifestar neste momento sobre o projeto. O argumento é que os estudos para a implantação do aeromóvel estão ainda em fase embrionária, precisando aguardar pelas definições técnicas.

A estimativa, diz a Prefeitura é que até o final de fevereiro e primeira quinzena de março haja uma posição oficial, a partir das conclusões dos estudos técnicos e de uma decisão política que caberá ao prefeito Ary Vanazzi.

Por onde o aeromóvel deve passar?

Um traçado preliminar já foi desenhado. A rota deve abranger um total de 2,49 quilômetros, ligando à rótula do Rio Branco até a Rua Thomas Edison, na divisa dos bairros São Miguel e Vicentina. A maior parte do trecho, de cerca de dois quilômetros, ficaria no terreno plano da Avenida João Corrêa, com o aeromóvel também cortando a BR-116, já quase na Thomas Edison.

Onde e quantas seriam as estações?

Os estudos preliminares mostram que o trajeto tem possibilidade de até quatro plataformas. A distância de uma para outra seria entre 700 a 800 metros. Os locais apontados são: uma em cada extremidade, uma junto ao Trensurb, e outra na João Corrêa próximo a 1º de Março.

Aeromóvel na cidade vizinha

Em Novo Hamburgo, o projeto está sendo avaliado pela Prefeitura, mas há interesse de financiamento já demonstrado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina.