Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Da redação | Exames realizados em três pacientes de uma clínica particular de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, comprova que o estabelecimento não aplicou vacinas contra a febre amarela. As seringas haviam sido inseridas na pele do paciente, mas estavam vazias.

“Não foram detectados a presença de anticorpos da classe IgM contra febre amarela no sangue das 3 pessoas vacinadas na referida clínica e que se submeteram à coleta”, diz o laudo do laboratório Fiocruz, do Paraná, entregue nesta quarta-feira à Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A investigação em torno da clínica Vacix indicaram que a proprietária do local, de 37 anos, que tinha sido presa em 14 de fevereiro, utilizava a mesma agulha em vítimas diferentes, incluindo crianças e adolescentes.

A Polícia Civil apurou também a intenção da clínica de ganhar vantagem econômica, vendendo vacinas que não possuía no estoque, enganando clientges no momento da aplicação do produto.

Durante a execução dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, em 14 de fevereiro, policiais e agentes da Vigilância Sanitária de Novo Hamburgo localizaram e apreenderam no interior do freezer da clínica algumas vacinas abertas, com o lacre violado, dentro das embalagens. Todas estavam vazias.