Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Da redação* | Na manhã desta quarta-feira (23), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária  (Deat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais  (Deic), desencadeou a Operação Torre Negra, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa estruturada para a prática dos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Com o apoio da Polícias Civis dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Goiás,  foram cumpridas 15 ordens judiciais de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Gramado, Nova Santa Rita, Florianópolis/SC, Goiânia/GO, São Carlos/SP e São Paulo/SP.  As atividades se concentraram nas sedes de empresas, residências dos proprietários e funcionários e demais locais de interesse às investigações.

Segundo o delegado Max Otto Ritter, a investigação tem como finalidade apurar a sucessão de negócios jurídicos destinados à venda de imóveis, ainda na planta, mas que tiveram as respectivas obras abandonadas ou sequer saíram do papel. “O esquema criminoso movimentou pelo menos 90 milhoes de reais e vitimou aproximadamente  870 pessoas, somente no Estado do Rio Grande do Sul”, salientou o delegado.

De acordo com o delegado André Lobo Anicet, a atual etapa da investigação, iniciada no primeiro semestre de 2016, possui como principais investigados os diretores, sócios e avalistas de um grande grupo empresarial e econônomico. “Na cidade de Gravataí, o grupo negociou a venda, na planta, de imóveis em um edifício que nunca teve autorização para incorporação e era anunciado como sendo o mais alto do Brasil”, destacou o delegado.

Foram apreendidas farta documentação, incluindo contratos, documentos contábeis e um cheque nominal no valor de 200 milhões de reais, computadores com CPU e mídias diversas. Em uma das residência, também foram apreendidas uma arma de fogo e munições, o que resultou na prisão em flagrante do proprietário do imóvel, por porte irregular de arma de fogo.

*Com informações da Polícia Civil