A falta de mão de obra em diversos setores da economia brasileira voltou a ser tema de debate após uma declaração de Luciano Hang durante a inauguração da nova unidade da Havan em Taquara, no Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul, no último sábado (30).
Ao comentar as dificuldades enfrentadas por empresas para contratar trabalhadores, o empresário afirmou que programas assistenciais estariam influenciando parte da população a permanecer fora do mercado de trabalho. A declaração rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores e críticos nas redes sociais.
LEIA TAMBÉM:
- INSS anuncia novas regras da prova de vida e benefício pode ser bloqueado em 2026
- Corpus Christi é feriado nacional? Saiba quem poderá folgar
- Feriado muda data de pagamento do salário; Saiba quando será o 5º dia útil em junho
Segundo Luciano Hang, a escassez de profissionais disponíveis para contratação tem sido percebida por empresários de diferentes segmentos em todo o país.
Luciano Hang relaciona Bolsa Família à falta de trabalhadores
Durante a coletiva de imprensa realizada na inauguração da loja, o fundador da Havan afirmou que muitas empresas têm encontrado dificuldades para preencher vagas abertas.
Ao comentar o assunto, ele fez uma crítica direta ao assistencialismo e citou o Bolsa Família.
“Está faltando mão de obra hoje no país. Todo mundo está reclamando. Bolsa Família, muito assistencialismo. As pessoas se acostumam a viver com R$ 600, enquanto podem trabalhar com a gente para ganhar R$ 3 mil, R$ 4 mil, R$ 5 mil”, afirmou.
A declaração repercutiu rapidamente porque toca em um dos temas mais debatidos da política brasileira: a relação entre programas sociais e mercado de trabalho.
Enquanto apoiadores do empresário defendem que os benefícios devem servir apenas como auxílio temporário, críticos argumentam que programas como o Bolsa Família são fundamentais para garantir renda mínima a milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.
Havan amplia contratação de trabalhadores mais velhos
Outro ponto destacado por Luciano Hang foi a estratégia adotada pela Havan para enfrentar a falta de mão de obra.
Segundo ele, a empresa tem ampliado as oportunidades para trabalhadores mais velhos, incluindo aposentados que desejam retornar ao mercado de trabalho.
O empresário afirmou que atualmente a rede conta com colaboradores de diversas faixas etárias, inclusive pessoas com mais de 70 anos.
“Hoje nós estamos colocando aqui pessoas com 77 anos, com 72 anos, com 62 anos. Eu acho que a idade da pessoa não está na aparência, está na cabeça”, declarou.
De acordo com Hang, muitos aposentados ainda possuem disposição para trabalhar e enxergam uma nova oportunidade profissional após deixarem suas atividades anteriores.
Empresário defende retorno ao mercado de trabalho
Durante a entrevista, Luciano Hang afirmou que diversos profissionais encontram no emprego uma forma de recomeçar a vida.
Para ele, o trabalho continua sendo uma ferramenta importante para desenvolvimento pessoal e geração de renda.
“As pessoas que se aposentaram, às vezes muito cedo, hoje se sentem capazes de mudar a sua vida novamente através do trabalho. É o recomeço de muitas vidas que nós estamos fazendo por todo o Brasil”, disse.
A fala reforça uma posição que o empresário costuma defender publicamente: a valorização do emprego formal e da atividade econômica como instrumentos de crescimento individual.
Críticas também atingiram regras trabalhistas
Além das observações sobre o Bolsa Família, Luciano Hang também comentou aspectos da legislação trabalhista brasileira.
Segundo ele, o país poderia permitir uma entrada mais precoce dos jovens no mercado de trabalho.
“Acho que nós erramos um pouco nesse país de deixar as pessoas trabalhar só com 18 anos de idade”, afirmou.
O empresário acredita que regras mais flexíveis poderiam ajudar a reduzir a escassez de mão de obra observada atualmente por empresas de diferentes setores.
Declarações geram debate nas redes sociais
As falas de Luciano Hang rapidamente passaram a circular nas redes sociais, dividindo opiniões.
Parte dos internautas concordou com o empresário e afirmou que a dificuldade de contratação é uma realidade enfrentada por muitos empregadores.
Por outro lado, críticos argumentaram que a falta de mão de obra está relacionada a questões mais amplas, como salários, condições de trabalho e qualificação profissional.

