Da redação | Em coletiva de imprensa na tarde deste domingo (28), a Brigada Militar (BM) e a Polícia Civil prestaram informações sobre os desdobramentos do ataque a uma agência do Banco do Brasil, na quarta-feira (24), em Porto Xavier, no Noroeste do Rio Grande do Sul.
Três pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha responsável pelo assalto foram presas e um criminoso também suspeito foi morto em confronto com os policiais. Conforme a polícia, existem indícios de que parte do grupo teria se envolvido no ataque a agência bancária em São Nicolau, em 29 de março. Armas como fuzil, espingarda, pistolas e revólveres também foram utilizados no ataque.
Delci Engers, 59 anos, sargento da reserva, preso em casa no sábado (27), teria planejado e efetuado o levantamento do local do crime e armado para os assaltantes um acampamento no próprio sítio, localizado no interior de Porto Xavier, antes do ataque. Ivo Zimmer, 57, foi preso na propriedade.
Flávio Rogério Oliveira, 53, de Gravataí, estava foragido. Ele foi o primeiro a ser preso, na praça central de Porto Lucena. Oliveira havia ido ao município de ônibus para comprar alimento e medicamentos e foi suspeitado por moradores. Confessou o crime de forma informal aos policiais.
Nesse domingo, um confronto armado entre a quadrilha e a Brigada Militar resultou na morte de um bandido, armado de fuzil, que não teve a identidade divulgada, no limite dos municípios de Porto Lucena e Campina das Missões. Pelo menos mais três integrantes estariam na mata.
O cerco aos criminosos iniciou logo após o assalto ao Banco do Brasil. No dia seguinte ao ataque, o soldado Fabiano Heck Lunkes, 34, foi morto com um tiro de fuzil, em confronto com a quadrilha. O cerco segue na região, com a mobilização de dezenas de policiais militares e civis.

