Foto: Polícia Civil/Divulgação
Da redação | Foi a partir do roubo de uma caminhonete Hilux, no final de 2016, no bairro Rio Branco, em Canoas, que os alvos da Operação Cartel começaram a ser investigados. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (6). O objetivo era desarticular uma organização criminosa que praticava roubos a bancos, joalheiras e veículos.
Segundo o delegado Thiago Lacerda, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), 19 pessoas foram investigadas. O grupo criminoso participou de, pelo menos, dois roubos a bancos, 30 roubos a veículos, além de assaltos a residências e joalherias. Alguns desses crimes foram praticados em outras cidades gaúchas e também em Santa Catarina.
Na época do roubo da Hilux, a polícia chegou ao paradeiro de Anderson da Silva Santos, conhecido como Bozo, líder do grupo denominado “tropa de choque”. O chefe, popularmente chamado de Minhoca, é José Dalvani Nunes Rodrigues, que era responsável por todas as ações. “Ele só não foi preso quando recuperamos o carro, porque ele não estava na casa”, afirmou o delegado.

Bozo era um dos alvos da operação, porém ele foi morto durante uma troca tiros no assalto a agência do Banco do Brasil na cidade de São João Batista, em Santa Carina, no ano de 2017. Na época, mais dois criminosos gaúchos que estavam sendo investigados foram mortos. Um farto armamento de grosso calibre foi apreendido. Anderson, além de coordenar os assaltos a bancos, também administrava sequestros e roubos a residência, que eram mandados por Minhoca.
Na Região Metropolitana
Conforme a Polícia Civil,na Região Metropolitana de Porto Alegre, os criminosos atuavam no roubo de veículos. Depois do crime, eles clonavam os carros e os utilizavam para assaltar bancos e joalherias. “Com isso, eles faziam a roda girar. Além disso, também têm participação no tráfico de drogas e homicídios para ampliar o território”, comentou o delegado Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia Regional de Polícia Metropolitana (2ª DPRM) de Canoas.
Operação Cartel
Foram cumpridos sete mandados de prisão e nove de busca e apreensão em Canoas e Porto Alegre. Sete pessoas foram presas. Seis em cumprimento de ordem judicial e uma mulher em flagrante.
Entre os presos está o Minhoca. Porém, como ele já está em um presídio federal, o criminoso seguirá detido. Outro alvo, foi o Douglas Gomes Sá, popularmente chamado de Faísca, que foi encontrado pelos policiais no bairro Mário Quintana, em Porto Alegre.

O delegado Lacerda esclareceu que o foco foi “desarticular a organização criminosa, atingindo seu braço de crimes patrimoniais.” Já o diretor da 2ª DPRM, delegado Mário Souza, pontuou que “a principal vertente de combate ao crime é desmantelar as organizações criminosas organizadas e atingir o topo da hierarquia sendo que na data de hoje mais um mandado de prisão preventiva foi deferido em desfavor de um líder de facção se encontra recolhido em Penitenciária Federal”.
A ação foi realizada em parceria com o Ministério Público.


