O sarampo voltou a exigir atenção das autoridades brasileiras em 2026 após novos casos serem registrados no país. A doença havia sido considerada eliminada da circulação endêmica no Brasil, mas voltou a aparecer principalmente em situações relacionadas à importação do vírus e à baixa cobertura vacinal.
Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos de sarampo, todos relacionados à importação do vírus ou a cadeias de transmissão iniciadas após a entrada de pessoas infectadas no território nacional.
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Já até a semana epidemiológica 14 de 2026, o Ministério da Saúde havia confirmado dois novos casos: um em São Paulo, relacionado a uma viagem internacional e à ausência de vacinação, e outro no Rio de Janeiro, cuja origem da infecção não foi identificada. O paciente do Rio também não tinha registro de imunização.
Brasil já havia eliminado a circulação da doença
O país recebeu, em 2016, a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) pela eliminação da circulação endêmica do sarampo. Em 2016 e 2017, não foram confirmados casos da doença no território nacional.
O cenário mudou em 2018, quando o vírus voltou a circular em meio ao fluxo migratório e à redução das coberturas vacinais.
A transmissão permaneceu por mais de 12 meses e, em 2019, o Brasil perdeu a certificação de eliminação do sarampo. Entre 2018 e 2022, foram registrados mais de 39 mil casos no país, com concentração especialmente elevada em 2019.
Casos diminuíram nos últimos anos
Depois do período de maior circulação, o número de registros caiu significativamente.
Em 2022, foram contabilizados 41 casos. Em 2023, nenhum caso foi confirmado. Já em 2024, o Brasil registrou cinco infecções, em sua maioria relacionadas a importações ou viagens internacionais.
A cobertura vacinal também teve influência importante nesse cenário. Entre 25 casos registrados em determinado período, 22 ocorreram em uma comunidade tradicional onde nenhum dos infectados possuía registro de vacinação contra o sarampo.
São Paulo reforçou a vacinação
Diante dos novos registros, autoridades de saúde de São Paulo reforçaram as ações de vacinação.
Em julho, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação para três municípios paulistas, após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.
Na Bahia, por outro lado, não há registro atual de sarampo. Os últimos casos confirmados no estado ocorreram em 2020, quando foram identificadas sete infecções relacionadas ao surto iniciado no ano anterior.
Sarampo é uma doença altamente contagiosa
O sarampo é causado por um vírus e apresenta alto potencial de transmissão. A disseminação ocorre principalmente pelo ar, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração de uma pessoa infectada.
Uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade. A transmissão pode começar até seis dias antes do surgimento das manchas na pele e continuar por aproximadamente quatro dias depois do aparecimento do exantema.
Quais são os principais sintomas
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Febre alta, geralmente acima de 38,5°C;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Tosse seca;
- Irritação nos olhos;
- Intenso mal-estar.
As manchas costumam aparecer inicialmente no rosto e atrás das orelhas, entre o terceiro e o quinto dia da doença, antes de se espalharem pelo restante do corpo.
A persistência da febre merece atenção, especialmente em crianças menores de cinco anos, que podem apresentar evolução mais grave.
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
A volta de casos de sarampo reforça a importância de manter a vacinação em dia. A doença havia sido controlada no país justamente devido às altas coberturas vacinais, mas a redução da imunização facilita a circulação do vírus quando ocorre a entrada de pessoas infectadas.
Por isso, o acompanhamento do calendário de vacinação continua sendo uma das principais medidas para evitar novos surtos

