Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | O sargento da Brigada Militar (BM) que foi preso durante operação contra pedofilia na última semana, pagou fiança e foi liberado. A Polícia Civil prendeu ele dentro de casa, no bairro Moinhos de Vento, em Canoas.

Segundo o titular da Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), delegado Pablo Rocha, o militar responderá em liberdade. No momento da prisão, os agentes não conseguiram comprovar que houve compartilhamento do conteúdo. Porém, os policiais conseguiram provas de que ele armazenava material pornográfico infantil.

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O delegado também afirmou que o material apreendido na casa do policial militar está em análise pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Caso os peritos consigam provar que o homem compartilhava o conteúdo, ele poderá ser preso preventivamente. “A Polícia Civil segue investigando o caso. Por isso, ele pode voltar a ser preso”.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o armazenamento de material é um crime afiançável, ou seja, passível de pagamento de fiança. Já nos casos de compartilhamento, o pagamento de fiança não está previsto, e o investigado responde em regime fechado. Somadas, as penas por armazenar e compartilhar material pornográfico infantil podem chegar a 10 anos de reclusão. A Corregedoria da Brigada Militar deverá abrir um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar a conduta do sargento.

O valor pago na fiança não foi divulgado.

Operação Inocência

O objetivo era combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Os agentes cumpriram ordens judiciais em Canoas, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul e Porto Alegre.

Foram quatro meses de investigação coordenadas pelo titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Pablo Queiróz Rocha. Três homens foram presos em flagrante. Eles foram enquadrados pelos crimes de manutenção e material pornográfico de menores. Com o advogado e o policial militar, os agentes apreenderam mais de 2 mil arquivos com conteúdo pornográfico, o que contabiliza mais de 110GB de materiais. “Toda essa apreensão não tem só o objetivo de reprimir o crime, mas sim também de prevenir. Aquele que consome esse tipo de material, certamente, pode vir a pensar em colocar na realidade as suas fantasias e abusar de uma criança”, comentou o delegado.

Além disso, o delegado também esclareceu que “a produção de material pornográfico de crianças e adolescentes envolve uma carga enorme de sofrimentos e lesões físicas e psíquicas causadas naqueles que são e aí eles são submetidos.”

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, reforçou que “a operação inocência prosseguirá em caráter permanente, buscando a redução dos índices e a repressão e punição dos criminosos.” Por fim Souza afirma ”que crimes contra as crianças são cruéis, ainda mais de cunho sexual,” e que “todas as situações envolvendo pedofilia serão investigados”.

No total, além das prisões de hoje, a Operação Inocência chegou ao número de oito pessoas presas.