Foto: Derli Colomo Jr/ Divulgação

Da redação | A Prefeitura de Canoas comemora as melhorias realizadas desde o início do ano nos hospitais Universitário (HU) e de Pronto Socorro (HPSC). Em dezembro do ano passado, a Justiça afastou o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp) da gestão dos dois hospitais, de duas UPAs e quatro centros de Atendimento Psicossocial. Desde então, a administração municipal tem feito a gestão dos serviços de saúde, auxiliada por um grupo de interventores dos grupos hospitalares Sírio-Libanês, de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

De acordo com a Prefeitura de Canoas, a equipe de intervenção aumentou os índices de produtividade, resultando em mais exames, consultas com especialistas e cirurgias diárias nos hospitais da cidade. No quadro comparativo de janeiro a junho, o número de atendimentos cresceu 40% no HU. A intenção é que, progressivamente, este número aumente e, até setembro, cresça 100%.

O número de procedimentos cirúrgicos, que em janeiro foi de 967, chegou aos 1.300 em junho. No mesmo período, as internações, que no primeiro mês do ano foram 819, pularam para 1.130. Já as consultas e exames saltaram de 24.051 para 42.000.

A ampliação expressiva no número de procedimentos é o reflexo imediato de todas ações que temos promovido na saúde. Ela dão clareza aquilo que viemos falando há bastante tempo: a Saúde Pública é prioridade do governo”.

Prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato

Número de ressonâncias também irá crescer

O Hospital Universitário também realizou o conserto da máquina que realiza ressonâncias magnéticas. Até agora, os exames eram realizados por empresas contratadas pelo hospital. A partir do final de julho, o número de ressonâncias irá crescer 400%. O conserto do equipamento foi realizado graças a economia realizada pela gestão do hospital, a pedido da Prefeitura de Canoas, e irá beneficiar pacientes de Canoas e diversas regiões do estado, que têm o município como referência.

Outras melhorias

Além disso, a realidade dos hospitais já é diferente, com a compra de 5 mil itens, como medicamentos e materiais médicos, o pagamento de parte dos passivos com fornecedores, a retomada das consultas e cirurgias em diversas especialidades e, principalmente, o pagamento dos salários em dia. Boa parte dessas conquistas foram realizadas com dinheiro do caixa da Prefeitura de Canoas, já que o estado deixou de realizar repasses de custeio para a saúde, com uma dívida que ultrapassa os R$ 50 milhões.