Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Da redação* | Os resultados da 42ª Expointer foram divulgados, na tarde deste domingo (1º), no Parque Assis Brasil, em Esteio. A coletiva de imprensa contou com a presença do governador Eduardo Leite e do vice Ranolfo Vieira Júnior, entre outras autoridades e representantes. O total de negócios cresceu 17,37% em relação ao ano passado – foram quase R$ 2,7 bilhões neste ano.

“Os números nos enchem de otimismo e confirmam nossas expectativas positivas com relação à feira, injetando confiança na retomada do crescimento”, disse Leite.

Para o secretário da Agricultura, Covatti Filho, a feira trouxe oportunidade de aprofundar o diálogo com o setor agropecuário e colher informações para aprimorar a infraestrutura da feira para a edição de 2020. Segundo ele, a área cultural da Expointer terá uma novidade no próximo ano, com a realização de um festival de música tradicionalista.

No setor de máquinas e implementos, o mais rentável da feira, a comercialização chegou a R$ 2,5 bilhões – crescimento de 11% em relação ao arrecadado pelo setor em 2018. Neste ano, as entidades decidiram separar em uma nova categoria o setor automobilístico, que arrecadou R$ 139 milhões. Anteriormente, estava incluso na soma do segmento de máquinas e implementos – a arrecadação individual do setor, em 2018, foi de R$ 101 milhões, o que contabiliza aumento de 28% neste ano.

Setor de máquinas é o mais rentável da feira. Foto: Carol Greiwe / Seplag

O setor da agricultura familiar vendeu R$ 4,5 milhões – crescimento de 13,5% com relação ao ano passado. Na venda de artesanato, a expansão chegou a 8%, somando R$ 1,3 milhão neste ano.

O único setor que apresentou decréscimo foi o da pecuária. Com relação às vendas de 2018, a comercialização de animais caiu 18% – o total de vendas alcançou R$ 8,4 milhões. No ano passado, a comercialização foi maior, totalizando R$ 10 milhões. Um dos motivos pelos quais houve queda foi a suspensão de leilões de cavalo crioulo e de terneiros, organizado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Caso os leilões tivessem ocorrido, teria havido acréscimo de cerca de R$ 1 milhão na comercialização de animais. “A origem da feira é a pecuária. Vamos batalhar para, que no próximo ano, consigamos consolidar esses números, incentivando cada vez mais nossa pecuária gaúcha”, garantiu o secretário Covatti Filho.

O público estimado para os nove dias de feira é de cerca de 420 mil pessoas, entre 24 de agosto e 1º de setembro, crescimento de quase 13% em comparação com 2018.

Expointer balanço 2019

*Com informações do Governo do Estado