Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Da redação | O criminoso Yarllison Deloni de Mello da Silva de 24 anos foi preso no último sábado (31) no bairro Rio Branco, em Canoas. Ele é acusado de atear fogo em um ônibus da Vicasa.

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando o caso. Até a próxima sexta-feira (6) o inquérito deverá ser concluído e encaminhado para a justiça. Yarllison deverá ser indiciado, pelo menos, por 14 tentativas de homicídio. Ele poderá pegar mais de 160 anos de prisão.

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Investigação detalhada

Logos nas primeiras horas após o incêndio, segundo o delegado regional Mário Souza, o setor de investigações já tinham suspeitas da autoria e identificado três suspeitos. A motivação, conforme o delegado Thiago Carrijo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, o grupo atuou com o objetivo de chamar a atenção da polícia para a atuação de um grupo rival no bairro Mathias Velho. Eles, pertencem a uma organização criminosa do bairro Rio Branco.

O incêndio foi na madrugada da última terça-feira (27)

O preso, de acordo com a investigação, é o executor do incêndio. Ele, inclusive, confessou o crime, mas não identificou os outros três criminosos que também participaram do crime. “Todos já foram identificados. Um já tem até pedido de prisão. Agora vamos pedir para que a justiça decrete a prisão dos outros dois”, comentou Carrijo.

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Yarlisson pode pegar, no mínimo, 160 anos de cadeia. Ele e os comparsas vão responder por 14 tentativas de homicídios.

Prisão

Agentes da DHPP e soldados da Brigada Militar (BM) chegaram até o criminoso no último sábado (31). Ele estava escondido em uma casa no bairro Rio Branco. No local, junto com uma testemunha, contou detalhes do crime.

A testemunha, que não foi identificada pela Polícia Civil por motivos de segurança, prestou depoimento na DHPP e apontou os demais autores do crime.

Além disso, Yarlisson foi reconhecido por testemunhas que estavam no ônibus. Dois passageiros do coletivo seguem internados nos hospitais de Pronto Socorro e Universitário.

O criminoso é um conhecido incendiário da cidade. Em 2016, ele ateou fogo na casa da ex-companheira, no bairro Guajuviras. Porém, também tem passagens por roubo a veículo e a pedestre.

Dias de trabalho intenso

Na coletiva de imprensa, o Tenente Coronel Jorge Dirceu, que comanda o 15° BPM, apontou que o crime foi total prioridade na última semana. “As ações da Brigada Militar foram deslocadas para colaborar com a identificação e captura dos suspeitos. O trabalho conjunto foi fundamental para o êxito do trabalho das polícias.”

O delegado Carrijo também reforçou a união como principal destaque da ação. “Ambas as forças policiais trabalharam de forma ininterrupta nos últimos seis dias. O resultado é que chegamos ao esclarecimento total dos fatos”.

O delegado regional Mario Souza, esclareceu que “as ações contra o Crime de homicídios são prioridade na região” e que “a resposta deve ser a mais rápida possível para não permitir-se a impunidade.” Ele também destacou que “o grave crime do ônibus não poderia ficar impune.”