Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A justiça marcou para o dia 16 de dezembro, às 9h30, o júri do casal acusado de matar o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni de 22 anos. Paula Caroline Ferreira Rodrigues e Juliano Biron da Silva serão julgados pela 1ª Vara Criminal de Canoas.

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A motivação do crime, apurada pela investigação, era que Juliano não aceitava contatos e uma aproximação de Gustavo com Paula.  Segundo a polícia, a vítima desconhecia as relações da mulher com Biron, um assaltante que migrou para o submundo das drogas, considerado um dos mais atuantes distribuidores de entorpecentes na Região Metropolitana, onde também seria sócio oculto de uma rede de lanchonetes.

Prisões

Paula e Juliano fugiram para Santa Catarina. Dias após divulgarem as identidades dos acusados, a Polícia Civil recebeu centenas de denuncias indicando o paradeiro dos foragidos.

A casa caiu para ambos em janeiro de 2016. Eles foram encontrados e presos em Balneário Camboriú.

Criminoso com ficha extensa

Juliano não tinha só o crime da morte de Gustavo na sua lista de antecedentes. Meses após o crime, a Polícia Civil apontou que ele era responsável por comandar um esquema que movimentava cerca de 400 kg em cocaína e crack, por mês, totalizando um ganho de R$ 2 milhões. Além disso, Biron tinha uma equipe responsável pela comercialização dos entorpecentes.

Juliano era investigado por outros crimes (Foto: Polícia Militar SC/Divulgação)

Em 2016, Juliano foi transferido para um presídio federal fora do Rio Grande do Sul. Na mesma época, a Polícia Civil deflagrou a operação “Pulso Firme” para combater o crime de lavagem de dinheiro por meio do tráfico de drogas.

As investigações apontaram que o suspeito seria o líder dessa organização criminosa voltada para o tráfico de drogas, a qual estaria lavando capitais no Rio Grande do Sul. “A lavagem ocorreria através da constituição de empresas, uma casa noturna na Capital, uma revenda de veículos em Canoas, uma distribuidora de alimentos, uma transportadora e um pub em Cachoeirinha, rede de lanchonetes com lojas em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Tramandaí, Cidreira e Balneário Quintão, além de uma transportadora e imóveis em Santa Catarina, entre eles, o apartamento em que foi preso”, relatou o delegado Márcio Zachelo.

Além disso, ele fornecia drogas para líder de facção em Gravataí, que possuía um veículo blindado chamado de caveirão e que planejou a execução de uma juíza, bem como foi investigado por ser um dos detidos do Central que fugiria neste ano por um túnel descoberto pela polícia.

Por fim, Zachello descobriu que Biron tentou contratar dois advogados, um do Rio de Janeiro e outro de São Paulo, que defendem investigados e presos da operação Lava Jato da Polícia Federal. No entanto, não houve acordo.

Em liberdade

Paula, que foi Garota Verão em Nova Santa Rita no ano de 2010, teve a liberdade provisória concedida em novembro de 2018. A decisão foi da 1ª Vara Criminal de Canoas. Durante o processo judicial, ela teve pedidos de liberdade negados pela Justiça.

Paula está em liberdade (Foto: Polícia Civil/Divulgação)