Foto: Divulgação/ 8ª Batalhão de Bombeiros Militar

Da redação | Há 50 atrás, em 1969, uma foto de The Beatles ganhava o mundo. O quarteto fez história atravessando a “Abbey Road”, em Londres. No mesmo ano, nascia por aqui, o 1º Pelotão de Combate a Incêndios da 3ª Companhia do 2ª Batalhão de Bombeiros.

Os bombeiros tiveram endereço fixo pela 1ª vez em Canoas a partir do dia 11 de novembro. O prédio era na Rua, hoje Avenida, Victor Barreto 3.300. Na época, haviam 18 bombeiros-militares, duas viaturas de combate a incêndios, além de uma viatura leve para os serviços administrativos.

Em 1980, a Prefeitura de Canoas e a comunidade se uniram para a construção de uma nova sede. No dia 21 de junho, o Pelotão se mudou para a Avenida Santos Ferreira – 956, onde permanece até hoje.

Nos dias de hoje

Foto: Jaime Zanatta/ GBC

Atualmente, junto com o Pelotão que trabalha em Canoas e Nova Santa Rita, existe o 8ª Batalhão de Bombeiros Militar (BBM). Na mesma sede física, o Tenente Coronel Jeferson Francisco Ecco, comanda as duas cidades e mais 28 municípios, totalizando uma população de 1 milhão e 800 mil pessoas. “Canoas precisava ser sede pelo tamanho da cidade. Aqui já tem o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Brigada Militar e a 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil”, comentou o Comandante.

Para atuar em Canoas, um efetivo de 81 bombeiros se divide entre as funções operacionais e administrativas. Além do quartel da Santos Ferreira, existe o da Avenida Rio Grande do Sul, no bairro Mathias Velho. “Temos uma ação chamada tempo-resposta. Precisamos chegar rápido e, por isso, temos que estar perto”, falou o Comandante sobre a importância do quartel da Mathias.

Só nos primeiros 10 meses de 2019, foram atendidas mais de 468 ocorrências de incêndio em Canoas e Nova Santa Rita. “Explosão de refinaria até o gatinho na árvore são as ocorrências que atendemos”, comentou o Tenente Coronel Jeferson, mostrando que 987 chamados foram atendidos na cidades.

20 anos antes

Além do T. Cel. Jeferson que comanda toda a região, o Pelotão de Canoas é comandado pelo Tenente André Soares Padilha. Ambos chegaram em Canoas entre os anos de 1998 e 99, mas acabaram saindo tempos depois e retornando. Na visão deles, nesse tempo todo, uma das ocorrências que mais chamou atenção foi em 1999, mais precisamente no dia 3 de maio, quando houve incêndio e explosões de botijões de gás em uma engarrafadora da Liquigás, no bairro Rio Branco. Por muitos, esse é a pior ocorrência já registrada na cidade. “Era um local de risco elevado e a gente precisava de apoio de toda a região”, conta o T. Cel. Jeferson. “Tínhamos muitos cenários de tragédia, mas o pior era até uma explosão do Salgado Filho por causa da proximidade, se a gente não trabalhasse bem”, enfatiza o Tenente Padilha.

Quando questionados do que mudou de lá para cá, ambos são unânimes ao citar a tecnologia. “Não tinha o investimento que tem hoje. A estrutura, tecnologia que compramos com as tacas de prevenção e os equipamentos fazem diferença”, comenta o Comandante do 8° BBM. “Certo que as condições de trabalho é uma das coisas que mais mudou, além de termos mais segurança”, afirmou o comandante do 1ª Pelotão.

Investimentos

Só o Pelotão de Canoas recebeu em 2019 mais de R$ 1,3 milhão em investimentos. Ainda este ano, vai receber mais de R$ 1,2 milhão que será utilizado para comprar materiais, equipamentos e manter a estrutura de trabalho.

Esse dinheiro é oriundo do Fundo Municipal de Reequipamento de Bombeiros (FUNREBOM) medida prevista na Lei n° 4.319 aprovada pela Câmara de Vereadores de Canoas em 4 de dezembro de 1998. Os bombeiros arrecadam esses valores através da lei de prevenção de incêndio, como por exemplo, a emissão de PPCI. “Hoje, nós temos duas atividades chaves: a prevenção e o atendimento de urgência”, finalizou o Tenente Padilha.