O Senado Federal aprovou uma medida que estabelece um novo piso salarial de R$ 5.130 para professores da educação básica em todo o Brasil, decisão que já começou a movimentar profissionais da educação e redes de ensino.
O texto aprovado prevê reajuste de 5,4% no piso nacional do magistério e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Novo piso salarial de R$ 5.130 foi aprovado
Com a aprovação, o piso nacional dos professores passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026.
Segundo o governo federal, o reajuste garante ganho real acima da inflação registrada no período.
A medida vale para profissionais da educação básica pública com jornada de 40 horas semanais, incluindo:
- professores efetivos;
- temporários;
- profissionais do magistério das redes públicas.
Nova regra muda cálculo do reajuste
Além do aumento salarial, o texto aprovado também altera a fórmula de atualização anual do piso dos professores.
Pela nova regra, o reajuste passará a considerar:
- inflação medida pelo INPC;
- crescimento das receitas do Fundeb;
- média de arrecadação dos últimos anos.
Segundo o Senado, a mudança busca garantir maior previsibilidade e evitar disputas judiciais sobre os reajustes futuros.
Impacto bilionário preocupa estados e municípios
Especialistas afirmam que o novo piso deverá aumentar os gastos de estados e prefeituras com educação pública.
Estimativas apontam impacto superior a R$ 6 bilhões nas contas públicas caso todos os entes federativos implementem integralmente o reajuste.
Apesar disso, representantes da educação defendem que a valorização salarial é fundamental para:
- atrair profissionais;
- reduzir evasão na carreira;
- melhorar a qualidade do ensino;
- fortalecer a educação pública.
Professores comemoraram aprovação
A aprovação repercutiu rapidamente nas redes sociais entre profissionais da educação.
Muitos professores comemoraram o reajuste após anos de debates sobre valorização do magistério e perdas salariais provocadas pela inflação.
O Ministério da Educação afirmou que o novo piso busca tornar a carreira docente mais atrativa nos próximos anos.
Agora, o texto aguarda sanção presidencial para virar lei definitiva.

