Foto: Jaime Zanatta/GBC

“Podemos estar falando de um Serial Killer na cidade”, afirmou o delegado Thiago Carrijo ao contar que o homem de 44 anos – preso por matar uma mulher e abandonar o corpo nas margens da BR-116, no bairro Niterói, em Canoas – também será investigado por mais três homicídios. Nos casos, as vítimas eram do mesmo perfil. Mulheres, que são usuárias de drogas, e muitas vezes estão em situação de rua.

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Os três crimes ocorreram entre dezembro de 2018 e junho de 2019. “Não tínhamos nada do acusado até então. Agora com a prisão dele, vamos aprofundar a investigação desses casos. Inclusive, vamos solicitar a perícia técnica”, comentou o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas.

Todas as vítimas eram do bairro Niterói. Os corpos foram achados em locais próximos ao que estava o da mulher de 59 anos morta no dia 4 de março. “Ele escolhia sempre o mesmo tipo de mulher”, relatou o diretor da 2ª Delegacia Regional de Polícia Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mário Souza.

Inicialmente, a dinâmica apontada pela investigação é a que ele capturava as vítimas. Em seguida, matinha relações com elas – que podem, conforme a polícia, serem não consensuais, ou seja, estupro – e na sequência as matava com crueldade.

Já era conhecido

O homem, segundo a polícia, já tinha antecedentes criminais. Inclusive, ele já havia sido preso em flagrante por estupro.  

Crime em que o homem foi preso

A vítima e o preso frequentavam o mesmo bar que fica nas proximidades do local em que ela foi encontrada morta. “Possivelmente eles tinham uma relação por causa desse ambiente. Provavelmente foram manter relações sexuais e depois ele a matou”, afirmou o delegado Carrijo.

Imagens de câmeras de segurança que foram obtidas pela investigação, mostram a mulher andando cambaleante antes do crime, o que levou os policiais a concluírem que ela estava alcoolizada. Os mesmos vídeos mostram o homem de 44 anos e a mulher entrando chegando ao local onde o corpo foi encontrado e depois saindo sozinho. “Conseguimos prender ele por causa das imagens que mostram ele no local, um prédio abandonado, e ficando o tempo necessário para a relação sexual e praticar o homicídio. Agora, vamos aprofundar as investigações, porque ele é suspeito de ter matado três mulheres na mesma região em 2019”, contou o titular da DHPP.

A motivação do crime ainda é desconhecida. “Ele não quis depor, se reservou ao direito dele de ficar calado.”

Crime cruel

No local do crime, os policiais encontraram um pedaço de madeira de quase 1 metro de largura. A suspeita do delegado Carrijo é que ele tenha inserido o objeto na vagina da vítima. “Mandamos a madeira para a perícia. O órgão genital dela estava bastante machucado”, conta.

“A Introdução do objeto chamou a atenção dos investigadores. Isso causou uma destruição no corpo nessa região. Isso demonstra a gravidade do crime”, comentou o delegado Mário Souza.