Foto: Jaime Zanatta/GBC

Mais cedo, a reportagem de Agência GBC mostrou que andar de ônibus, táxi ou veículo de aplicativo em Canoas requer um item imprescindível em época de pandemia do coronavírus. Não apenas importante, como também passou a ser obrigatório a partir desta quarta-feira (22). Um decreto do prefeito Luiz Carlos Busato determinou que quem não usar máscara de proteção individual está sujeito a uma pena, que vai de um mês a um ano de detenção e multa.

Ao evitar a contaminação da Covid-19, a máscara também acaba sendo, consequentemente, um equipamento que evita o colapso da rede de saúde. A aposentada Ieda da Cruz, 70 anos, precisou ir ao Centro pagar contas e comprar medicamento. Ela aprovou a iniciativa. “Desde que começou a pandemia eu já estava saindo de máscara de casa. E que bom, agora é novidade”.

Porém, nem todo mundo estava com máscaras. Durante a tarde, muita gente desceu e subiu nos coletivos sem a proteção. Abordados, ninguém quis falar. Até mesmo dentro de carros de aplicativo era possível ver gente sem a proteção.

Qual será a punição para quem não usar?

Questionada, a Prefeitura de Canoas informou que nesse primeiro momento do decreto 107, todas as abordagens serão educativas, sem a aplicação de penalidades ser prioridade, já que se trata de um período de adaptação. Porém, no segundo momento, o usuário, funcionário e empresa poderão ser penalizados, conforme o texto da medida, que prevê pagamento de multa e ações da lei penal.

O decreto municipal proíbe o transporte de passageiros que não estiverem utilizando algum tipo de proteção para o rosto. Vale lembrar que o uso da máscara não descarta outros cuidados para evitar a Covid-19, como o isolamento social e a limpeza das mãos.