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A prisão de uma mulher por matar a própria filha recém-nascida em Canoas, na última semana, contou com a participação do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

De acordo com o órgão, a criança foi encontrada juntamente com peças de roupas femininas, como já havia adiantado Agência GBC.

Além disso, na casa da autora do crime, no bairro Harmonia, os peritos utilizaram uma substância conhecida como luminol, que serve para revelar vestígios de sangue. A análise prévia da equipe do IGP apontou resultado positivo para a presença de sangue.

A conclusão da análise será feita pelo Departamento de Perícias Laboratoriais, que também está analisando toalhas ensanguentadas recolhidas na casa da mãe da bebê. O objetivo é comparar o material genético da mulher, que confessou o crime, com o sangue coletado da bebê.

Após parir e matar a criança, a autora saiu de casa até a rua Dr. Barcelos, no Centro, onde jogou a recém-nascida em um contêiner de lixo orgânico. O abandono foi filmado por uma câmera de segurança.

O corpo da vítima foi encontrado por um papeleiro, que abriu a tampa do contêiner e se deparou com o corpo da bebê. Ele pediu socorro em um restaurante nas proximidades e a polícia foi acionada.

Quando encontrada, a menina estava enrolada em roupas femininas, ainda com o cordão umbilical e com um chumaço de algodão na boca. De acordo com o delegado Pablo Rocha, que atendeu a ocorrência, ela estava morta há menos de 24 horas.

A partir de então, iniciou-se uma caçada em busca da assassina. Os agentes da Delegacia de Homicídios de Canoas vasculharam mais de 50 imagens de câmeras de segurança, a fim de encontrar a mulher.

Menos de 48 horas depois do abandono, os policiais civis prenderam a mãe da criança por crime de homicídio. Em depoimento inicial, ela disse que desconhecia a própria gravidez e não soube dizer se a bebê nasceu viva, tendo em vista que relatou ter sofrido três quedas durante o parto, feito em casa.