Foto: Vinicius Thormann/Prefeitura de Canoas

A pandemia do coronavírus não eliminou outras doenças da nossa rotina. Por isso, a Prefeitura de Canoas está alertando os moradores para o combate e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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Os agentes de endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) continuam com as visitas domiciliares, no comércio e na indústria para a identificação de focos e orientações aos moradores para evitar a proliferação do mosquito. Segundo o Índice de Infestação Predial (IIP), os bairros Niterói, Fátima, Harmonia, Mathias Velho e Olaria estão com risco de surto de dengue.

A diretora de Vigilância em Saúde, Flávia Mariani, reforça que o apoio da população é de suma importância para evitar um surto de dengue. “Pedimos para que as pessoas que estão em casa, devido ao isolamento social causado pelo Covid-19, aproveitem esse tempo para revisar o pátio e demais locais que possam ser foco do mosquito Aedes aegypti, para que não tenhamos dois problemas juntos que sobrecarregue o sistema de saúde do município”, ressalta Flávia.

Para a gestora da equipe de controle, Gabriela Hass, a comunidade canoense desenvolve um papel fundamental à redução dos transmissores das doenças virais no município. Pequenas ações preventivas como eliminar recipientes com líquidos, limpar quintais, caixas d’água, reservatórios, calhas, evitar que lixos sejam espalhados, usar repelentes e instalar telas nas janelas são determinantes para que não haja a proliferação do mosquito. “A preservação da saúde deve ser uma preocupação de toda sociedade e, portanto, utilizar a quarentena para revisar possíveis criadouros é excelente”, afirma.

Diferentemente dos mosquitos comuns, o Aedes aegypti costuma medir menos de 1 centímetro de diâmetro e ser de cor preta ou marrom com listas brancas no corpo e nas patas. Ele tem hábitos diurnos e é mais ativo nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. Sua reprodução ocorre em água limpa e parada, a partir das fêmeas que colocam e espalham ovos nestes locais.

Outras ações para evitar o Aedes aegypti

– Vistoriar ralos, colocar telas ou hipoclorito de sódio a 2,0% na proporção de 10 ml de hipoclorito para cada litro de água, a cada cinco dias, na impossibilidade de colocação de tela;

– Manter piscinas tratadas o ano inteiro, pneus abrigados da chuva, calhas limpas, caixas d’água com tampa e o ladrão com tela;

– Não acumular entulhos;

– Revisar a bandeja de degelo da geladeira a cada cinco dias;

– Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de plantas.

Sintomas da dengue, zika e chikungunya

Os principais sintomas da dengue comum são: febre, acima dos 38ºC por mais de cinco dias; dores intensas atrás dos olhos e na cabeça; cansaço; dores fortes nos músculos; falta de apetite; e manchas vermelhas na pele. A dengue hemorrágica, versão mais perigosa, por sua vez, pode provocar sangramentos na boca, gengivas e nariz, dificuldade de respiração, fortes dores abdominais, confusão mental, boca seca e sede constante.

Os sintomas mais característicos de quem contrai o zika vírus são dores de cabeça moderada, coceira intensa pelo corpo, surgimento de manchas vermelhas na pele, dor nos ossos e nos músculos, dor de cabeça, conjuntivite e crescimento exagerado dos gânglios. A doença também pode ser passada geneticamente, de mãe para filho (microcefalia), por transplante de órgãos e medula óssea, transfusão sanguínea ou sexualmente.

Também com febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações (principalmente nas mãos e pés), a chikungunya provoca náusea e inchaços também nas articulações.

O indivíduo que apresentar algum dos quadros citados acima deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.