Foto: Jaime Zanatta/GBC

A situação se repete ano após ano na Região Metropolitana. Quando chove muito, o Arroio Sapucaia não consegue dar vazão para a água, que acaba invadindo ruas como Coqueiro, Cipó e dos Maricás, no bairro Rincão, em Cachoeirinha. A dona de casa Ana Pimentel descreve a magnitude do problema. “Só em 2018, houve cinco enchentes, uma atrás da outra. E nos próximos dias, provavelmente, vai dar outra enchente, pela previsão”, diz.

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Esposo de Ana, o empresário Alex da Silva Pimentel calculou que o prejuízo gerado pelas cheias já passou dos R$ 20 mil. “Já tive problemas com carros, caminhonetes e caminhões, além do prejuízo com o material. Só dessa vez, foi mais de R$ 2 mil. Perdi dois dias de trabalho. Pelo menos, a enchente não entra na minha casa”, conta Alex.

Inicialmente, a residência do casal ficava em um nível mais baixo. Com o tempo, eles construíram uma estrutura mais alta, que reduziu a chance de invasão de água no imóvel. Mas só isso não ajuda. “Pedimos hoje a limpeza do arroio Sapucaia, que não resolve, mas ameniza o problema”, descreve Ana.

Uma reunião realizada na quinta-feira (09) reuniu moradores da região, as prefeituras de Canoas, Cachoeirinha e Esteio e o consórcio Pró-Sinos. “A gente pretende agora resgatar alguns estudos feitos anteriormente, especialmente, no sentido de criar bacias de contenção para conter essas águas que chegam no Arroio Sapucaia para não causar danos aos moradores”, afirmou o diretor técnico do consórcio, Hener de Souza Nunes Junior.

Apesar do nível do Arroio Sapucaia ter baixado, a Defesa Civil continua monitorando a situação dos moradores.