Foto: Antonio Maciel / PMPA

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre informou na tarde deste sábado ao 200ª morte por coronavírus. O paciente era um homem de 80 anos.

Conforme a pasta, o óbito ocorreu na última sexta-feira (17). O paciente tinha histórico de hipotireoidismo, internado no Hospital Vila Nova desde o dia 10.

Capital pode ter lockdown

Pelas redes sociais, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, admitiu a possibilidade de Porto Alegre adotar um lockdown nas próximas semanas. A decisão será tomada se o índice de isolamento social não aumentar e, consequentemente, diminuir o ritmo de internações de pacientes graves.

Na última sexta-feira (17), Marchezan se reuniu com gestores de hospitais. Ele ouviu que há pouca margem para novas ampliações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A categoria também falou que está no limite da capacidade de atendimento, com dificuldades para conseguir profissionais de saúde habilitados, equipamentos e medicamentos. Esse conjunto de medidas forçaria medidas mais rigorosas de restrição à circulação. “Infelizmente, só o que nos resta é buscar que cada um faça um esforço individual para que a gente diminua a circulação e a demanda por leitos ou que a gente adote, com a colaboração de todos, durante a semana que vem, se o nosso isolamento não prosperar, um lockdown”, comentou. 

A intenção da administração municipal é adotar essa medida com uma mínima base de apoio social, incluindo população, imprensa e representantes do empresariado. Por isso, na reunião com os gestores hospitalares, pediu que eles ajudem a conscientizar as pessoas sobre a gravidade do atual estágio da pandemia. Em seguida, se reuniu com líderes de entidades empresariais para detalhar a situação e preparar caminho para um eventual lockdown.

Aumento nas hospitalizações

Porto Alegre tem 748 leitos na cidade, contra 525 antes da pandemia. Marchezan ressaltou que Porto Alegre é, hoje, a segunda capital com maior proporção de vagas de UTI por habitante.

O problema é que, apenas ao longo da última semana, o avanço na demanda por UTIs foi de 24% em um cenário já sobrecarregado. Na tarde de sexta, havia um número recorde de 260 pessoas com covid-19 sob tratamento intensivo, e em meio a uma ocupação geral de 88,8%. Essa quantidade de pacientes com exame positivo superou o teto intermediário de 255 leitos previstos para covid no plano de contingência do município, e projeções indicam que o limite máximo de 383 pode ser ultrapassado no dia 30 de julho se a atual velocidade do vírus se mantiver.