Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Duas entidades que representam os caminhoneiros confirmaram a greve da categoria para a próxima segunda-feira (1°) em todo território nacional. De acordo com os organizadores, o motivo da greve é para protestar o alto preço do óleo diesel.

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas afirma ter encaminhado a diversos órgãos da administração pública ofícios informando sobre os protestos nas rodovias. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística também está integrando o movimento e prevê que cerca de 800 mil caminhoneiros participarão do protesto.

O presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, Plínio Dias, afirmou, no último sábado (30), em vídeo publicado nas redes sociais que não haverá fechamento total de rodovias e que o trânsito de caminhões de serviços essenciais será liberado, assim como ônibus e carros de passeio.

Na última sexta-feira (29), uma juíza da 2ª Vara do Fórum de Santa Isabel (SP), atendeu a solicitação da concessionária Nova Dutra e determinou uma multa para quem organizar atos na BR-116 entre São Paulo e Rio de Janeiro. A multa pode chegar à R$ 10 mil em caso de pessoa física e de até R$ 100 mil no caso de pessoa jurídica.

O presidente Jair Bolsonaro apelou aos caminhoneiros para que não fizessem a greve. “Fiz apelo aos caminhoneiros. Sabemos dos problemas deles. Se tivesse condições, zeraria PIS/Cofins óleo diesel, que está em R$ 0,33, mas vamos tentar zerar pelo menos, mas não é fácil”, afirmou o presidente.