Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil não divulgou o nome da mulher feita de escrava e estuprada por uma família em Esteio. O caso veio a tona nesta terça-feira (22) após a Operação Alforria ter sido deflagrada. A reportagem de Agência GBC apurou a história da mulher e como ela chegou aos criminosos.

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A mulher era do interior e veio para Esteio, há mais de cinco anos, para morar com o marido. Abandonada por ele, ela foi convidada pelos criminosos para residir na mesma casa deles. Em seguida, a vítima teve a casa vendida e todo o dinheiro – incluindo um benefício previdenciário – utilizado pelos criminosos.

Entenda o caso

O fato chegou até a Polícia Civil após uma denúncia anônima. De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, que investigou o caso, o denunciante relatou que a vítima – portadora da síndrome de Joseph Machado – era mantida por um casal em cárcere privado e submetida a todo o tipo de violência.

Se arrastando, a mulher tinha que trabalhar o dia inteiro e era mantida, por mais de 15 horas, sem comida e bebida. Ela só ganhava caso concluísse todas as tarefas. Além disso, era proibida de utilizar o banheiro antes de terminar seus afazeres. Por causa disso, a vítima teve uma grave infecção, já que acabava urinando nas roupas.

Os policiais ainda descobriram que um adolescente de 16 anos, filho do casal, começou a estuprar a vítima. Os pais sabiam de tudo e ainda faziam a mulher usar cocaína. “As condições em que a vítima foi encontrada denotam a crueldade dos crimes praticados pelo casal”, relata a delegada.

O delegado regional Mario Souza, titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), ressalta que “foi uma situação terrível criminosa, a pessoa deficiente estava em uma situação de muito sofrimento”. Por causa da Lei de Abuso de Autoridade, o nome dos envolvidos e da vítima, não foram divulgados. Eles serão enquadrados por tortura, escraviaõ, estupro e estelionato.