Foto: Jaime Zanatta/GBC

A esposa de um traficante de Canoas foi presa na manhã desta quinta-feira (24) durante a Operação 24 por 48 deflagrada pela Polícia Civil. O alvo, na verdade, era o marido dela que, segundo a investigação, é o gerente de uma facção criminosa que vende drogas em toda a Região Metropolitana.

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O criminoso chegou a aparecer na frente da residência. Porém, ao perceber a presença dos policiais ele fugiu com um comparsa em um GM Corsa de Nova Santa Rita em alta velocidade. Policiais fizeram buscas, mas não encontraram o traficante.

Mensagens no celular entregaram todo o esquema

Foram cerca de dois meses de investigação que começou com a prisão de um traficante em abril. De acordo com a delegada Tatiana Bastos, titular da 4ª Delegacia de Polícia de Canoas – que coordenou as investigações –, a justiça mandou soltar o criminoso em maio. Porém, a partir do celular dele, os policiais descobriram todo o esquema. Só na ofensiva, mais 20 celulares foram apreendidos.  “De cada um dos aparelhos apreendidos é possível que a gente identifique mais ramificações desses criminosos”, conta. O mesmo criminoso, que estava na fila por uma tornozeleira eletrônica, foi preso novamente.

O grupo atuava só por tele-entrega. As drogas eram negociadas através das redes sociais. Um dos criminosos chegou a criar uma página para negociar os entorpecentes. Só que além de manter o ‘negócio’ ele também começou a ostentar o lucro obtido. Essas páginas estão sendo monitoradas pelos policiais e fazem parte do inquérito policial. “Chama a atenção a organização da organização criminosa inclusive pelo uso maciço de aplicativo de mensagens para otimizar a venda aos usuários de drogas e a cadeia de comando entre os suspeitos”, desta o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado regional Mario Souza.

Chefia na cadeia

Ainda conforme a investigação, todo o esquema era controlado de dentro da Penitenciária de Osório. Por isso, com o apoio da Susepe, os agentes cumpriram duas ordens judiciais no local. Foram apreendidos celulares.

Balanço da ofensiva

No total, 12 criminosos foram presos. Eles não tiveram os nomes divulgados por causa da lei de Abuso de Autoridade. 

Os policiais também apreenderam armas, drogas, dinheiro, relógios, além dos celulares. Em um dos alvos, foram encontrados diversos produtos falsificados que estavam sendo comercializados.