Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Rubens e Marlene Heger, de 85 e 53 anos, desapareceram da casa da filha no bairro Rio Branco, em Canoas, em março deste ano. O que intrigava a polícia era que eles não haviam sido vistos desde o dia 27 de fevereiro, apenas pela filha, que fez o registro do desaparecimento apenas no dia 2 de março. Nesta sexta-feira (6), a filha e o neto do casal foram presos preventivamente.

Uma perícia foi feita na casa do casal e identificou a presença de sangue em uma das paredes no fundos do terreno. O caso é de responsabilidade do delegado Anderson Spier. Eles devem ser interrogados novamente.

Relembre o caso

Os idosos viviam em Cachoeirinha, onde o filho encontrou a casa do pai e da madrasta com portas e janelas entreabertas. O carro estava na garagem, roupas e louças em ordem, o que afasta a possibilidade de assalto.

O casal teria vindo para Canoas passar o Carnaval na casa da filha, de 52 anos. Porém, a filha afirma para a polícia que passou mal no dia 2 de março e foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rio Branco. Quando retornou, os pais não estavam mais na casa.

Rubens tinha enfisema pulmonar e, além dos remédios, precisava de um tubo de oxigênio. Isso dificultaria uma locomoção rápida. O aparelho, no entanto, foi esquecido na casa que vivem, em Cachoeirinha.

A 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha investigou o caso com câmeras de segurança. A filha é vista em uma das imagens chegando até a casa com o seu filho (neto do casal) e estacionando de ré na garagem. Um colchão atrapalha a visão dentro do veículo.

Conforme a investigação, ele conseguiu arrecadar R$ 70 com a venda de um caminhão. A filha afirma que ajudou o pai em mudanças, vendendo itens para vizinhos. O objetivo era arrecadar dinheiro.