Foto: Jaime Zanatta/GBC

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Seguem surgindo novas denúncias contra a da professora que é suspeita de ameaçar, gritar, humilhar e negar água e comida para bebês e crianças que estudam na escola Anjos e Marmanjos no bairro Rio Branco, em Canoas. A reportagem de Agência GBC conversou com familiares de um aluno de quatro anos que também é uma das vítimas.

Segundo a tia Priscila Quadros, o menino foi chamado de “praga desgraçada” pela professora. “Quando ele nos contou, tiramos da escola. Imediatamente, denunciamos o caso para a Secretaria Municipal de Educação e com a diretora. Ela disse que esse tipo de coisa não acontecia ali.”

O caso foi denunciado por vizinhos que chegaram a gravar áudios da professora ameaçando e xingando os alunos. Pais de crianças que seguem na instituição estão apavorados com o caso. “Eu estou apavorada. Deixo meu filho aqui para ir trabalhar e hoje quando recebi e li a notícia, pensei: será que meu filho come direito? É bem cuidado? Não sei mais o que pensar”, diz a funcionária de um supermercado que prefere não se identificar.

Caso sob investigação

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas investiga as denúncias. Uma das gravações, que está com a polícia, a professora ameaça um aluno. “Na próxima vez que tu botar a mão em alguma coisa que for minha, vou te cortar tua mão fora. Eu juro.” Em outro áudio, ela nega água para uma criança. “Não, não senhor, se tu estivesse quieto tu não estaria quente. É porque tu não para nunca.”

Os investigadores da DPCA estão chamando pais, alunos e outros funcionários da escola para prestar depoimento. A intenção é apurar mais detalhes da conduta da professora.

A instituição, que é particular, atende mais de 150 crianças da rede pública municipal. A Prefeitura de Canoas compra vagas na Anjos e Marmanjos para suprir a falta de vagas nas escolas próprias. A reportagem de Agência GBC tenta contato com o advogado que responde pela defesa da escola. Porém, até o momento, não obteve retorno.

Prefeitura monitora a situação

Representantes da Secretaria Municipal de Educação de reuniram com os pais dos mais de 130 alunos da instituição. Uma ata foi assinada por todos os presentes com os principais pontos levantados pelos pais sobre a rotina escolar implementada pelo quadro diretivo da instituição. Questões como dificuldades de comunicação entre os responsáveis e as professoras ficaram entre as principais reclamações.

O contrato de credenciamento da Prefeitura de Canoas com a instituição tem duração até 31 de julho deste ano e está em análise junto à Procuradoria Geral do Município, que aguarda a conclusão dos inquéritos instaurados pela Polícia Civil e Ministério Público.

Enquanto aguarda o desfecho das investigações, a Secretaria da Educação irá buscar a viabilidade de integrar um fiscal em turno integral na escolinha. Também irá propor uma reunião com o proprietário da instituição e uma comissão de pais como forma de buscar uma solução efetiva que possa trazer mais segurança aos responsáveis em deixar seus filhos no local. A professora investigada já foi desligada da instituição.