CANOAS | A vistoria no HPSC e a transição sem ruído: a fase 2, o prefeito e o 'mago' | Agência GBC
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08 de dezembro de 2022

CANOAS | A vistoria no HPSC e a transição sem ruído: a fase 2, o prefeito e o ‘mago’

Nedy foi ao Pronto Socorro nesta quinta-feira conferir o início do serviço da IAHCS na gestão da instituição

Repararam que a troca no comando da gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, o HPSC, não teve ruído? Em janeiro, quando a agora famosa Aceni assumiu por ali, foi um pandemônio; funcionários reclamando de falta de pagamentos, pacientes relatando desde de falta de medicamentos a papel higiênico nos banheiros. Trocando em miúdos, incerteza para quem saía, insegurança para quem entrava.

Desta vez, não foi assim.

O Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde, o IAHCS, à meia-noite de quarta com 91% dos custos da gestão anterior pagos e material médico em estoque. Você não leu errado: tem material em estoque e 91% do contrato anterior está pago, quitado – e pode ser até mais. “Estamos vendo com o Estado, que era responsável pela intervenção, sobre alguns impostos que talvez o Estado não precise pagar”, revela o secretário de Saúde de Canoas, Aristeu Ismailow Duarte, durante a visita que o prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, fez à instituição. Nos valores levantados pelo secretário, estão rescisões de trabalhadores, pagamento de fornecedores e serviços contratados nos últimos seis meses – que foi o período da intervenção.

“Durante esse período, pagamos a nota cheia à intervenção”, conta Ismailow. Por ‘nota cheia’ entende-se o valor do contrato, sem glosas ou cortes, o que deu até agora R$ 8,2 milhões por mês. “Como se trata de uma intervenção autorizada pela Justiça, a prestação de contas do serviço se dá nos autos do processo. É claro que acompanhamos tudo e é por isso que não há passivo nessa transição”.

Uns dirão que ‘transição sem ruído’ e ‘intervenção sem passivo’ é obrigação – e talvez seja mesmo. Mas o histórico, em Canoas, revela que o necessário nem sempre se apresenta como uma solução fácil. Desde que a Gamp, no final de 2018, cada troca gera uma crise na Saúde que, no mais, nada tem a ver com saúde; tem a ver com gestão. Trocar o comando do HPSC sem turbulências de pois de uma sequência de trocas que, entre outras coisas, gerou o afastamento de um prefeito eleito, reputo, tem o seu mérito.

Nedy, conversando com o blog logo depois da visita ao hospital, disse que a expectativa sobre a nova gestão era das melhores possíveis. “Tudo foi acompanhado pelo Ministério Público, fizemos uma transição com o Estado e a Prefeitura presentes. Nenhum serviço parou, ninguém deixou de ser atendido. Queremos que o Pronto Socorro esteja a altura do que os canoenses merecem”, lembrou o prefeito.

A ‘fase 2’ do HPSC começa ainda sob a égide de um contrato emergencial, mas o governo planeja por na rua o edital para a contratação definitiva da gestão, a exemplo do que já ocorre com o Hospital Universitário, o HU. “Durante as audiências que tivemos na Justiça, ficou muito claro que a intervenção não seria renovada e encerraria em 27 de setembro. Então, o contrato emergencial atende a esta situação e nos dá seis meses para fazer a licitação definitiva”, contou o secretário Ismailow. “O importante, para as pessoas, é saber que o plano operativo de agora é o mesmo que será licitado depois. Os serviços serão exatamente estes”, finalizou o ‘mago’ da transição sem traumas.

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