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Canoas
15 de março de 2026

Canoas: hacker que burlava sistema da Justiça é preso

Um hacker foi preso em Canoas suspeito de invadir sistema judiciário e usar nomes de juízes para fraudes; Veja mais detalhes a seguir

A Polícia Civil prendeu um hacker em Canoas, na última quinta-feira (5), durante uma operação contra um grupo que invadiu sistemas judiciais em vários estados do Brasil. O homem, segundo os investigadores, adulterava processos e falsificava documentos.

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A prisão em Canoas ocorreu após o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão. A ação envolveu equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da Polícia Civil de Santa Catarina, do Alagoas e do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Canoas: hacker que burlava sistema da Justiça é preso

Canoas: hacker que burlava sistema da Justiça é preso: invasões começaram em Santa Catarina

A investigação teve início há seis meses, em Santa Catarina, quando o setor de inteligência do Poder Judiciário, em parceria com a Delegacia de Investigação Criminal de Balneário Camboriú, identificou acessos indevidos em sistemas eletrônicos.

Os criminosos hackeavam credenciais de magistrados para fraudar o sistema Renajud — plataforma que permite a juízes e autoridades imporem restrições judiciais sobre veículos. A partir disso, o grupo conseguia remover bloqueios indevidos em automóveis de forma ilegal.

Hacker usava ferramentas sofisticadas

O hacker preso em Canoas já tinha antecedentes pelos mesmos crimes no Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, ele utilizava ferramentas sofisticadas para acessar e manipular sistemas restritos do Judiciário.

A investigação ainda está em andamento. Os agentes agora buscam identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa do acusado informa que ele já prestou depoimento para a Justiça dos Estados de Santa Catarina e São Paulo, explicando que não teria sido ele que havia acessado o sistema, conforme acusação.

Ainda foi ressaltado que o homem é réu primário e não foi chamado para prestar esclarecimentos sobre os fatos para as autoridades do Rio Grande do Sul.

Nota da defesa na íntegra

“Sobre este caso, a defesa manifesta que o investigado já prestou depoimento à polícia judiciária dos estados de Santa Catarina e São Paulo, ocasião em que explicou que não foi ele quem hackeou e acessou o gov dos magistrados.

De mais a mais, há que se falar que o investigado é absolutamente primário e que não foi citado para prestar nenhum esclarecimento quanto aos fatos do Rio Grande do Sul, que, por ora, são desconhecidos.”

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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