O homem condenado por matar e queimar os corpos do avô e da esposa do idoso em Canoas está foragido desde o dia 9 de junho. Ele cumpria pena no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) em Porto Alegre.
Antes da fuga, a Justiça do Rio Grande do Sul havia determinado, após um pedido de habeas corpus, que Andrew Heger Ribas saísse do IPF e fosse cumprir a pena em um presídio comum. O homem ainda precisa cumprir mais de 52 anos de pena.
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A Polícia Civil está investigando o caso.
Em nota, a Polícia Penal informou que as “circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal. As forças de segurança iniciaram imediatamente as ações para recaptura do indivíduo.”
Homem condenado por matar e queimar corpo do avô em Canoas: relembre o caso
Andrew foi condenado em agosto de 2025 pelo crime que ocorreu em Cachoeirinha (cidade onde as vítimas viviam) e Canoas (onde os corpos foram incinerados).
O crime ocorreu em fevereiro de 2022. De acordo com a Polícia Civil, Andrew e a mãe, Cláudia de Almeida Heger, foram até a casa das vítimas para almoçar com Rubem Affonso Heger de 85 anos e Marlene dos Passos Stafford Heger de 53.
Durante a investigação, Cláudia contou que levou o pai e a madrasta para passar alguns dias na casa em que ela morava no bairro Niterói, em Canoas. Ela disse que saiu da residência e ao retornar, não encontrou mais o casal.
Andrew fez um acordo de delação e contou como foi a dinâmica do crime. Ele relatou ter visto o avô e a companheira dormindo no sofá da casa em que viviam em Cachoeirinha e que Cláudia teria retirado os corpos do local.
O condenado disse que, em Canoas, os corpos foram colocados em uma churrasqueira e ficaram queimando por mais de 36 horas. Ele relatou que as cinzas e os restos mortais foram jogados em um matagal próximo ao Rio Gravataí.
Desfecho e condenação
Andrew e a mãe, Cláudia de Almeida Heger, foram presos em 2022 pelo crime. Ele foi condenado por dois homicídios qualificados, ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos a animais e resistência à prisão.
A mãe não chegou a ser condenada, porque morreu antes do julgamento, em março de 2025, devido a complicações relacionadas a comorbidades.
O que diz a defesa do foragido?
A reportagem da Agência GBC tenta contato com a defesa do foragido, mas ainda não obteve retorno.

