O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou uma nova regra que modifica a forma como os bancos são remunerados pelos custos operacionais do empréstimo consignado, modalidade amplamente utilizada por aposentados e pensionistas em todo o país.
A alteração não interfere nas condições oferecidas aos beneficiários, como taxas de juros, prazos ou critérios de contratação. A mudança diz respeito exclusivamente à divisão dos valores que as instituições financeiras repassam ao INSS como ressarcimento pelos serviços prestados na gestão do crédito consignado.
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Nova metodologia busca mais equilíbrio
A revisão do modelo foi concluída após um longo processo de discussões técnicas entre o INSS e representantes do setor bancário, iniciado ainda em 2023. Segundo as instituições financeiras, o sistema anterior estava em fase de transição e não refletia com precisão os custos reais envolvidos no atendimento aos segurados.
Com a nova regra, o rateio passa a considerar a participação efetiva de cada banco no mercado de crédito consignado do INSS, tornando o modelo mais proporcional e equilibrado.
O que mudou na prática
Antes, o pagamento feito pelos bancos ao INSS seguia critérios que não levavam totalmente em conta o volume de operações realizadas por cada instituição. Agora, a divisão dos custos será proporcional:
- Bancos com maior participação no crédito consignado pagarão valores mais elevados;
- Instituições com menor volume de contratos arcarão com uma fatia reduzida do ressarcimento.
Essa mudança busca alinhar o uso da estrutura do INSS à responsabilidade financeira de cada operador do sistema.
Nada muda para aposentados e pensionistas
Para quem contrata o empréstimo consignado, nada muda. As regras permanecem as mesmas, sem qualquer alteração nas taxas, nos prazos ou no limite de comprometimento da renda.
O INSS reforça que o objetivo da revisão é garantir um financiamento mais justo e sustentável da estrutura necessária para operacionalizar o consignado, sem repassar custos adicionais aos segurados.
O que os bancos pagam ao INSS
Os valores ressarcidos pelas instituições financeiras cobrem diversas despesas relacionadas à operacionalização do crédito consignado, incluindo:
- Manutenção de sistemas e canais de atendimento;
- Processos internos e controles administrativos;
- Segurança da informação;
- Suporte técnico para garantir descontos corretos em folha.
Esses serviços são fundamentais para assegurar que os direitos dos segurados sejam preservados e que o sistema funcione de forma segura.
Expectativa para o sistema de crédito consignado
Entidades que representam o setor bancário afirmam que a nova metodologia aumenta a transparência na relação entre o INSS e os bancos. Ao vincular os custos ao volume real de operações, o modelo tende a refletir melhor o uso da estrutura pública.
A expectativa é que a mudança contribua para a estabilidade do crédito consignado, garantindo a continuidade do serviço sem impactos negativos para aposentados e pensionistas que dependem dessa modalidade para complementar a renda.

