O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo nesta semana e movimentou o Congresso Nacional. A proposta, que prevê a redução da jornada de trabalho, começou a avançar oficialmente na Câmara dos Deputados e já provoca expectativa entre trabalhadores e empregadores.
Na última segunda-feira (9), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou a proposta para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida marca o início da tramitação formal do texto e abre espaço para discussões mais amplas sobre os impactos econômicos e sociais da mudança.
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“Decidi colocar em pauta a discussão sobre a PEC 6×1, uma demanda antiga da classe trabalhadora que almeja a redução da jornada de trabalho. Nós sabemos que essa é uma matéria que impacta diretamente a nossa economia, por isso a necessidade de ouvir todos os setores na busca da elaboração de uma proposta o mais justa possível”, afirmou Motta.
Propostas serão unificadas
Além disso, Hugo Motta anunciou que irá unificar as PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Após a análise de admissibilidade na CCJ, o texto seguirá para uma Comissão Especial. Somente depois dessa etapa é que poderá ser levado ao plenário da Câmara.
“Tenho certeza que o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados terá a sensibilidade necessária para conduzir uma matéria tão importante para o nosso país. É importante lembrar que quando a carteira de trabalho foi criada também fizeram péssimas projeções e hoje temos um país que respeita o direito do trabalhador. Não tenho dúvidas que a escala 6×1, vindo a ser discutida e diminuída essa jornada de trabalho, nós vamos dar um passo firme na dignidade do trabalhador”, disse.
Fim da escala 6×1 é prioridade do governo
O fim da escala 6×1 também é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026. Inclusive, na abertura do ano legislativo, em 2 de fevereiro, o Palácio do Planalto definiu a proposta como prioridade do governo no Congresso Nacional.
Na prática, se aprovado, o fim da escala 6×1 pode alterar diretamente a rotina de milhões de brasileiros que atualmente trabalham seis dias seguidos para folgar apenas um.

