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19 de fevereiro de 2026

Lei endurece regras para condenados por crimes sexuais contra crianças

Proposta na Câmara proíbe trabalho com menores, endurece progressão de regime e garante reparação integral às vítimas

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6197/25, que aumenta o rigor contra condenados por crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes. A proposta também amplia os direitos das vítimas à reparação integral.

O texto altera o Código Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei da Escuta Protegida.

Segundo o autor da proposta, o deputado Reimont (PT-RJ), o objetivo é unir prevenção, punição e reparação.

Proibição de trabalhar com menores

O projeto determina que qualquer pessoa condenada por crime sexual contra vulnerável ficará proibida de exercer profissão, pública ou privada, que envolva contato direto e regular com crianças ou adolescentes.

Atualmente, o Código Penal prevê perda de cargo público em determinadas situações, mas não estabelece automaticamente a proibição de atuação na iniciativa privada.

Se aprovado, o impedimento profissional passa a ser regra clara na legislação.

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Progressão de regime mais difícil

A proposta também endurece as regras para progressão de regime.

O texto do Projeto de Lei 6197/25 preve:

  • O condenado deverá cumprir 70% da pena para progredir para regime menos rigoroso.
  • O juiz deverá avaliar a participação do preso em programas de acompanhamento psicossocial antes de conceder o benefício.

Hoje, para crimes hediondos:

  • Réu primário: 50% da pena
  • Reincidente específico: 70%

O projeto ainda amplia o rol de crimes hediondos para incluir todos os delitos sexuais contra crianças e adolescentes, restringindo benefícios como anistia e graça.

Reparação integral às vítimas

Um dos pontos centrais do projeto é detalhar o direito à reparação.

A proposta prevê:

Indenização financeira
Atendimento médico e psicológico imediato
Acompanhamento de médio e longo prazo
Apoio à reintegração escolar e comunitária
Suporte para reconstrução de vínculos familiares

O governo federal poderá apoiar financeiramente programas voltados ao atendimento das vítimas, conforme disponibilidade orçamentária.

Justificativa do projeto de Lei 6197/25

O deputado Reimont cita dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que indicam que a maioria das vítimas de estupro no país são meninas menores de 14 anos.

Segundo ele, “A proposta busca construir um sistema coerente de prevenção, punição e reparação, que una o rigor penal ao compromisso ético e humano com as vítimas.”

Próximos passos

O texto será analisado pelas comissões de:

  • Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado
  • Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família
  • Constituição e Justiça e de Cidadania

Depois, poderá seguir para votação no Plenário.

Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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