A manhã desta terça-feira (14) começou com movimento intenso e filas nas estações da Trensurb, após a interrupção do serviço em parte da linha.
Na estação Unisinos, em São Leopoldo, passageiros enfrentam grande concentração de pessoas aguardando o embarque em ônibus que fazem o trajeto onde os trens não estão circulando.
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Trensurb volta atrás e mantém estações fechadas
A empresa decidiu manter fechadas as estações entre Canoas e São Leopoldo, mesmo após expectativa de normalização.
A medida foi tomada, segundo a própria Trensurb, por conta da instabilidade estrutural em um viaduto sobre os trilhos na BR-116, no limite entre Canoas e Esteio, após o tombamento de um caminhão registrado na noite de domingo (13).
De acordo com a estatal, a decisão foi adotada “prezando pela segurança” dos passageiros e da operação.
Filas e estações cheias marcam a manhã



Imagens registradas no local mostram longas filas e plataformas cheias, com passageiros aguardando para embarcar nos ônibus disponibilizados para suprir a falta dos trens.
Apesar do grande movimento, a situação não é de caos total.
De acordo com apuração da reportagem no local, o tempo de espera para embarque está girando entre 10 e 15 minutos, considerado relativamente rápido diante da alta demanda.
Ainda assim, o cenário exige paciência dos usuários, principalmente nos horários de maior fluxo.
Como está funcionando a operação da Trensurb
Com o trecho interrompido, a operação segue dividida em dois pontos:
- Trens circulam entre Mercado Público (Porto Alegre) e Mathias Velho (Canoas)
- E também entre Unisinos (São Leopoldo) e Novo Hamburgo
O restante do trajeto está sendo feito por ônibus, sem cobrança de tarifa adicional para os passageiros.
Passageiros relatam dificuldades
Nas redes sociais, usuários relatam transtornos desde o início da manhã:
“A fila até anda, mas a estação está lotada. Tem que ter paciência”, escreveu um passageiro.
“Consegui embarcar em uns 10 minutos, mas nunca vi tanta gente assim”, comentou outro.
Sem prazo definitivo para normalização
Até o momento, a Trensurb não informou um prazo definitivo para a retomada completa da operação no trecho afetado.
Equipes seguem no local avaliando os danos causados pela queda da carga do caminhão, que atingiu a rede elétrica e o sistema de sinalização da via férrea.

