A investigação sobre o desaparecimento da família Aguiar ganhou novos detalhes após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, divulgada nesta sexta-feira (17).
Durante a coletiva, os delegados apontaram que o ex-policial militar Cristiano Domingues Francisco utilizava o termo “megera” para se referir à ex-companheira, Silvana Aguiar, palavra encontrada em anotações no celular dele, usadas para estruturar o que a polícia chamou de “roteiro” do crime.
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Plano teria sido construído com uso de inteligência artificial

Segundo a investigação da família Aguiar, Cristiano teria montado um esquema criminoso com ajuda de inteligência artificial para despistar os crimes, incluindo o uso de inteligência artificial para simular a voz de Silvana.
A polícia afirma que ele utilizou celulares diferentes e chegou a manter até três aparelhos ativos ao mesmo tempo para criar álibis e confundir a apuração.
Mensagens enviadas do celular da vítima indicavam que ela estaria bem após um suposto acidente, versão que, mais tarde, foi considerada falsa.
Seis pessoas foram indiciadas
O inquérito da família Aguiar resultou em seis indiciamentos:
- Cristiano Domingues: feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáver
- Esposa dele: fraude processual, furto, ocultação de cadáver e organização criminosa
- Irmão: fraude processual e ocultação de cadáver
- Amigo: fraude processual e associação criminosa
- Mãe e sogra: fraude processual e associação criminosa
Segundo a polícia, houve tentativa de apagar provas e interferir nas investigações.
Cronologia aponta execução em sequência

De acordo com os delegados, os crimes envolvendo a família Aguiar ocorreram entre os dias 24 e 25 de janeiro.
Silvana teria sido morta na própria casa. No dia seguinte, o pai dela, Isail Aguiar, também foi assassinado no mesmo local. Já a mãe, Dalmira, teria sido morta em outra residência.
“Matou o casal para encobrir os rastros da morte de Silvana”, afirmou o delegado Anderson Spier durante a coletiva.
Filho teria sido usado como álibi
Outro ponto que chamou atenção no caso da Família Aguiar foi o uso do filho do casal como álibi.
Segundo a polícia, a criança teria ficado sozinha em casa durante a madrugada enquanto o crime era cometido.
Corpos ainda não foram encontrados

Apesar da conclusão do inquérito, os corpos das vítimas da família Aguiar seguem desaparecidos.
A Polícia Civil informou que as buscas continuam de forma ativa e que ainda há materiais sendo analisados.

