O aplicativo Gov.br passou por uma atualização que elimina a obrigatoriedade do reconhecimento facial próprio da plataforma. A mudança, já disponível para usuários no Brasil, permite acesso mais simples aos serviços públicos digitais e ocorre após críticas e instabilidades registradas no início de 2026.
Como o caso foi descoberto
A atualização do Gov.br ocorre após uma série de reclamações de usuários sobre falhas no acesso ao aplicativo. Em fevereiro de 2026, relatos de instabilidade e dificuldades na validação de identidade se multiplicaram.
Usuários apontaram problemas como “filas virtuais” e repetição de etapas de login, o que dificultava o uso da plataforma.
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O que muda no acesso aos serviços
Com a nova versão do Gov.br, o reconhecimento facial exigido anteriormente deixa de ser obrigatório. Agora, o usuário pode acessar os serviços utilizando a biometria do próprio celular, como impressão digital ou reconhecimento facial do aparelho.
Na prática, a mudança reduz etapas e facilita o login em plataformas como:
- Meu INSS
- Meu SUS Digital
- Carteira de Trabalho Digital
- Carteira Digital de Trânsito
O que dizem as autoridades
Segundo o governo, a atualização busca equilibrar segurança e praticidade para os mais de 173 milhões de brasileiros cadastrados na plataforma.
A exigência anterior de reconhecimento facial era um dos pontos mais criticados, especialmente durante os períodos de instabilidade, quando o sistema não concluía o acesso mesmo após múltiplas tentativas.
Cadastro e novas funcionalidades
Outra mudança relevante é a possibilidade de realizar todo o cadastro diretamente no aplicativo. O usuário pode inserir dados, validar informações e definir o nível da conta sem precisar acessar outros canais.
Além disso, o Gov.br passou a permitir:
- Compartilhamento de documentos digitais com contatos autorizados
- Consulta ao histórico de acessos à conta
Essas funções ampliam o controle do usuário sobre seus dados pessoais.
Mesmo com a simplificação, o governo afirma que a segurança foi mantida. A verificação em duas etapas (2FA) continua disponível como camada adicional de proteção.
Atualmente, milhões de contas já utilizam esse recurso, que exige um código gerado no aplicativo para confirmar o acesso.
A atualização marca mais um avanço na digitalização dos serviços públicos, com foco na redução da burocracia e melhoria da experiência do usuário.

